Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Old St's Flat

26/01/2009

Chego a Old st via tube e tento encontrar a Pitfield rd. Após 10 minutos ás voltas decido perguntar mas ninguém parece conhecer.
Acabo por ir com sorte até perto e ao perguntar a outra pessoa confimo que estou no caminho certo. Chego á porta certa toco á campaínha mas ninguém abre. Telefono ao meu contacto que me informa que a porta está sempre aberta. Triste.

Entro em casa e recebe-me um rapaz com tez Indiana e uma rapariga branca. Transmitem-me imediatamente simpatia, boas vibrações. E na sala/cosinha apresentam-me o outro flat mate com aspecto Inglês que se encontra a fazer o jantar.

Vejo os quartos. Pergunto se posso ver todos, e permitem-me. As portas não estão trancadas e no interior têm moedas espalhadas pela mobília. Isto pode significar que têm confiança entre si. O "meu" quarto é muito pequeno, parece inspirado numa esquadra de polícia. Mas ao mesmo tempo tem um ar acolhedor. A sala/cosinha compesa pelo quarto. Grande, bons sofás. Collecção de DVDs!

Falo sobre mim e pergunto um pouco sobre a vida deles. Ela é Israelita, ele Austríaco e o Indiano é efectivamente Inglês. Ela reconheceu-me imediatamente como Português, pelo sotaque. Conhece também um Português que foi colega do curso de Visual Effects assim como todos eles. Mais do que simples flat mates, são amigos. E isso nota-se. Oferecem-me algo para beber, recuso e saio depois com um sorriso estampado nos lábios. Achei a minha casa!
Trata-se de um contracto de 6 meses que segundo eles pode ser encurtado se eu me encarregar de encontra um substituto. "As long as the money comes in on time the landlord doesn't care." 506£ por mês sem despesas. Despesas essas que devem rondar as 70£.

No Bus para casa um tipo mal encarado passa pelas minhas costas em direcção á saída. Fica parado por segundos com uma mão no poste do meu lado esquerdo e outra no lado direito. O Bus está cheio. E mal ele larga a mão do poste eu afasto-me. Ele aproxima-se da porta e vomita.

A minha prima sublinha o meu azar.
Eu destaco que a minha sorte está a mudar.

Wimbledon's Flat

Saio de casa apressadamente e apanho o Bus 38 até Angel (que demorou uns 40minutos, merda de trânsito). Depois apanhei tube até Bank, troquei para a central Line até High St Kensignton e novamente a linha verde até Wimbledon. Pelo caminho o maquinista pede desculpa pelo atraso por ter de ceder passagem a outro metro. Não demorou 2 minutos! Se isto acontece para 2 minutos então o que é que farão para um de 30 a 40 minutos como acontece muitas vezes (todos os dias uteis pelas 19h) em Entrecampos? Encontro-me com um senhor nos seus 40s, Indiano, que me vai mostrar a casa juntamente com um casal francês. Andamos uns bons 20 minutos a subir. A zona é bonita, bons carros á porta mas esta é a casa mais feita da rua.

Não é possível mostrar-nos o interior da casa porque a senhora que tem a chave teve, segunto ele, de levar o filho ao hospital. E não existe outra chave. Conversamos no espaço que é a entrada da casa, onde é possivel ter mesas e cadeiras... churrasco. Mas neste momento é apenas um espaço fazio. Fico a saber que o meu quarto não tem aquecimento a gaz. Apenas electrico. Mas segundo o anfitrião é ainda melhor! Assim se o gás faltar sempre tenho aquecimento. O facto de ir viver com um casal... francês. Somado á falta de aquecimento colocou imediatamente a casa em check.

O preço acordado para o casal é de 650 mas será "special price for you". Fico a espera que o casal se despeça para ouvir o seu preço especial. Pergunta-me o preço que acho julto para um quarto que não conheço senão por fotos, que não tem aquecimento e que fica a 20 minutos da estação de Wimbledon! Isto fica a 2h de onde vim! Digo 500£ com despesas por mês. Ele diz 550£. Incrível!

No caminho de regresso apanho uma ensaboadela sobre a diferença no mundo. Que Deus faz as coisas para que uns sejam ricos e outros pobres (mas felizes com aquilo que têm!). Bullshit!
Também me confortou ao dizer que tinha uma secretária específica para laptops! Oh, então assim vou já a correr! Onde é que devem fazer estas secretárias mesmo? Só vindo directamente da tailandia ou assim.
O contracto seria de 6 meses mas especialmente para mim faz 3 meses. Deixo Wimbledon irritado mas a depositar as esperanças na próxima casa, em Old St.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

First Week

Faz hoje uma semana que cheguei cheio de falsas espectativas a Londres.

O quarto combinado não existe e a entrevista maravilha não correu como esperado. Todos os dias houve pontos altos e baixos. Nunca consegui ficar indiferente ao perder os Bus ver os flats... ao passar dos dias.
Passaram-se dois dias úteis com o novo número de telefone inglês mas mesmo assim não tenho entrevistas, quanto mais emprego.
Começa a tornar-se complicado manter a moral em alta e como consequência torno-me mole. Demasiado soft para uma cidade com o peso de 7 milhões de habitantes.

27/01/2009
13h52
Overground to Richmond.

London Lite


Alguns só querem um quartozinho. Outros não se contentam com "pouco".
Se a moda pega temos ocupas na quinta da marinha.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Leaving Party

24-01-2009



Chego o fim-de-semana e aproveito para distrair um pouco. Vou novamente a Notting Hill. Atravesso toda a Portobelo Road com todo o seu pequeno e variado comércio. Paro para ouvir o swing dos músicos de rua. Entro na Travel Bookshop (onde foi rodado o filme Notting Hill) e encontro um guia dos açores. Depois seguimos, eu e a prima, até ao fim onde está o café Porto e café Lisboa. Entro e peço:
- 2 bicas, bola de Berlim e pastel de nata se faz favor.

A grande maioria, se não todos, falam português neste café. É como estar em casa. Fico a pensar como seria interessante exportar a marca Nicola e Brasileira além fronteiras. Ao invés deste balcão de zinco e cadeiras de ferro. Mesas de madeira, espelhos e Fernandos Pessoa á porta, quer faça chuva ou sol, sempre a olhar pro infinito. Prá ocidental praia Lusitana. Ou então no sentido contrário...rumo ao desconhecido. Esta café Lisboa é como um bom presente embrulhado em lista das páginas amarelas. Tem todo o conteúdo. Bolos. Boa bica. Empregados simpáticos que falam a língua. Mas falta tudo o resto. O que os olhos comem. O que vemos em qualquer bar ou pub aqui em Londres.

Apanhamos um bus rumo a casa mas durante a viagem o motorista informa que aquela é a última paragem. Ninguém percebe o que se passa, e saímos. Estamos em Marble Arch e seguimos pelas Oxford St cheia de gente. Citando a prima "parece que acabou um concerto e todos decidiram sair ao mesmo tempo". Tiro a maquina fotográfica da mochila e faço alguns disparos. Só raros taxis passam na rua. Movo o meu esquerdo para o passeio não mais de 20cm. Sinto um toque na perna e vejo uma rapariga de etnia indiana a estantelar-se no chão. Não de boca, porque o casaco era tão almofadado que tal não era possível. Auriculares saltam dos ouvidos e apresso-me para ajudar a levantar-se:



- You FU@#ER!
- I'm sorry...
- You FU@#ER!
- I'm apologising!
- Well its not good ENOUGH! Yeah! Stay there. Hope a Cab runs over YOU !!

Faço um sorriso maldoso enquanto a vejo ir embora.
Puxo da maquina novamente mas não consigo disparar. Ainda tenho a adrenalina do acontecimento. A minha sorte está a mudar. Como diria T, um colega de faculdade, "Lamento imenso. Sabes o que te digo? Antes a ti... do que a mim!"

Preparo-me para tirar fotos ao amontodado de formigas no que, acredito, seja uma passadeira. De tantas pernas e sapatos que a acalcam. Uma adolescente atravessa-se á frente e fica a fazer poses. Por momentos fico a pensar que é uma amiga da lambe-asfalto, mas opto por tirar-lhe a foto para ela ficar contente e bazar do meu caminho.



Há saída da estação de Oxford Circus estão uns senhores vestidos de lençóis e pinturas na face a cantar letras incompreensiveis. Devem cantar a dor da indiferença do mundo aos seus ideais. Que tal cantarem em Inglês? Boa?!



Circulação interdita a Bus naquelas ruas. Vejo cartazes com a mensagem "Free Gaza". Tentamos apanhar o 38 ao pé do Central Point. Optamos por ir umas ruas abaixo para apanhar o bus antes e assim conseguirmos lugar sentado. Pelo caminho encontramos a loja Fopp. A loja "fopp" deu num flop (mas que piadola), e faliu. A HMV comprou-a e estão agora a vender o seu stock de dvds livros e cds. Fica antes de chegar a chinatown em Cambridge Circus, pros lados de Covent Garden se não me engano. Entrámos, perdi a cabeça e comprei:

- CD Vampire weekend : 5£
- CD Mystery Jets : 3£
- CD colectanea de punk rock : 3£
Total : 11£!
Incrível! É mesmo de perder a cabeça. E tem livros tão recentes como a edição renovada de Che que é o argumento do filme que está aí para estrear.

Chegamos a casa e mal temos tempo pra descançar. Logo depois é a Leaving party da prima. Jantarada no Rossopomodoro. Restaurante com pinta, pizzas excelentes, bom atendimento e oferta de duas bebidas tipicas italianas (só para convidados especiais, cof cof) em que uma delas é nada mais nada menos que... aguardente (ou bagaço, não sei).
No meio do ruído das conversas de sotaques Irlandeses, Italianos, Mexicanos, Indianos e Portugueses reparo na ironia. Esta Leaving Party é a minha primeira festa em solo britânico.
Que estou a começar pelo fim. O fim e o início são duas faces de uma mesma moeda.

Á pergunta do gerente.
- Is this party for you!?
A prima responde.
- No. Its for my friends...

Seguimos para uma discoteca em Notting Hill com um aspecto degradante. Paredes que há muito não veem tinta ou mesmo um esfregão. Tudo muito escuro. Mas isso pouco importa. Quem cá vem quer música e acima de tudo alcool. Tento pedir uma bebido e demoro eternidades. Pare o lux ás 3 ou 4 da manhã! Mas....é... meia noite. Alguns minutos depois vou pedir outra bebida e o empregado diz qualquer coisa que não sei quê. Aponta para não sei onde. E depois de estar um ou dois minutos ali espécado sem ninguém ao meu lado. Percebo que não devem de vender mais nenhuma bebida. Não eram mais que duas da manhã.

Saímos pouco depois e entramos num táxi. Não dos clássicos de Londres. Mas daqueles marados que telefonamos para um certo número e acordamos um preço visto nem taxímetro. O condutor é Keniano e pergunta-nos a nossa nacionalidade. Quando ouve Portugal exclama "EH! Ronaldo! Great! The best! The Winner!" (não é uma citação fidedigna mas vamos crer que se ele não o disse assim...quereria ter dito). Perguntamos o que faz aqui. Ele responde:

- "I used to run marathons... and Know I run Taxis."

Chego a casa. Corro o zip do saco cama e pouco depois o sofá abana durante breves segundos. Numa cadência constante.
Na primeira noite pensei em acordar as pessoas da casa por isso.

De cada vez que o comboio passa, o sofá abana.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

The (bloody) interview



Acordo pelas 8h. Quero chegar uma hora antes ao local da entrevista. Para ter tempo para focar no objectivo e por causa da lei de Murphy.




Compro bilhete de um dia de bus & tram- 3.80£. Não torno a olhar o papel onde a minha prima fez o mapa que me leva a estação de bus. Resultado. Apanho o bus no sentido contrário. Fantastic!
Troco passado um bom bocado e depois de 1h desde que saí de casa, la estou eu a passar o meu ponto de partida.
Está muito transito na zona de Angel (julgo) e o bus não anda. Começo a desesperar...

O condutor avisa que o bus está On diverson e que vai abrir as portas porque não parece que vá andar mt mais.

Saio aí porque reconheço um prédio alto que fica perto da oxford street. Pergunto se estou muito longe de soho. Corro. Pergunto de novo. Chego a rua certa porta certa. 11h05. Cinco minutos atrazado. Dahm! Nenhuma referência daquela empresa naquele prédio. F#%!#"%!

Toco para o andar de uma empresa que me soou familiar. Uma voz feminia diz-me que a empresa já não existe. Uma masculina diz pra eu subir e a porta abre-se.

Um rapaz não muito longe da minha idade estende-me a mão. - (diz o meu nome)? Yes!

Entramos numa pequena sala pilhada de gente. Não ha um único buraco neste escritório pra me enfiar. Pensei eu...e mal. Fomos para a sala da impressora e switch. Dois metros quadrados de área e duas cadeiras perdidas.

Pergunta-me se tinhamos entrevista marcada...acho que não disfarcei a minha reacção. Como é possível? passei as últimas 3 semanas a trocar mails com este senhor. A combinar dia hora local, tudo em mails diferentes, para o manter acordado. Visto estes senhores terem um historial para se esquecerem da entrevista marcada com mais de um mês de antecedência.

Começa por apresentar a "empresa". Que está nas instalações de outra empresa. Que não tem site. Que tem um projecto insteressante. Notei um sotaque intaliano com a palavra three.

Perguntei o que tinha acontecio á outra empresa. Fechou em Dezembro. Ele iniciou este projecto. São apenas 3, 4 pessoas na equipa. E estão á procura de 2 developers para...fazer tudo.

Depois mostrou-me a secretária onde ia fazer um exercicio de 1h. Era a secretária de alguém que até deixou as suas janelas abertas para depois continuar o seu trabalho.
[AVISO - Segue-se uma parte muito secante...]{
O exercício consistia em ir buscar dados a um ficheiro csv usando NHibernate (que desconheço) inseri-los numa tabela em SQL srv 2005 e depois invocar webmethods de um determinado serviço, enviando esses dados. Era simples, excepto a parte do NHibernate que desconheço. Mas acabei por ter problemas a invocar o serviço. Primeiro porque o projecto(do VS2005) ja vinha com uma referência para esse serviço. Mas estava de uma maneira estranha. Então acabei por referenciar da forma como conheço. Mesmo assim, ao invocar o serviço retornava-me um erro. Cansei-me e tinha o tempo apertado e então prossegui com o exercício. Entretanto, o dono do PC onde estava ia regressando e o entrevistador dizia-lhe para ir dar mais uma volta. No final tinha no max 10 linhas de código mas nada para mostrar de concreto por nunca conseguir invocar o serviço.
}
[Fim de parte muito secante...]

Senti-me ridículo ao explicar o que tinha feito. Depois perguntei quando teria a resposta. Cinco dias. Mas á porta desejou-me "good luck in your search in London".

Ao descer as escadas fui-me abaixo e pensei com que rapidez podia estar de novo em Lisboa. Entrei no primeiro Starbucks que vejo e recomponho-me com um capuccino.

Depois de almoço encontro-me com a minha prima em Piccadilly Circus. Fomos ao café/loja National Geographic. A empregada pergunta se queremos "cinnamon". - O quê? - pergunto eu há minha prima. O pedido fica feito e a empregada despede-se com um "Obrigado". Fico a pensar se teria mesmo ouvido aquela palavra. E olho espantado para a minha prima. - "Ouviste o mesmo que eu?!" - enquanto a empregado se dirige para o balcão de sorriso nos lábios.

Regresso para Dalston no 38 depois de acompanhar a prima nas compras nos Harrods. O autocarro é de lagarta. Está á pinha. Um gravação é repetida e repetida "seats are avaiable in the upper deck.". Aos poucos o 38 transborda sorrisos e gargalhadas que representam os quatros cantos do mundo.

Fazemos compras no supermercado local. Chegamos a casa e dou de caras com o flat mate. Cumprimento-o não só por cortesia. Mas também para transmitir simpatia. Para tentar colocar mais cedo em tema de conversa o facto de precisar de ficar no flat que a prima vai deixar livre no final do mês. Não foi preciso 5 minutos. Ele informa a minha prima que felizmente (para ele!) arranjou um amigo interessado em mudar-se. E que virá no final do mês. Foi uma forma (pouco) subtil de me o dizer. Pensar que o primeiro dia nesta cidade não podia correr pior... well think again.

Depois de jantar a prima convida-me para falar com um amigo via skype. Falamos sobre os meus motivos para esta aventura. E fica de olhos arregalados depois de saber que estou a procura de emprego. Mas de seguida suspira, porque a area de IT não está a sofrer o mesmo peso da crise. E que também conhece um amigo que trabalha na área e talvez me possa ajuda. E eu suspiro o dobro.
Diz-me também que pode ter um quarto livre pra mim. Na casa onde ele mesmo se encontra, em Notting Hill. Trata-se de um Bed and Breakfast mesmo muito em conta. 150£ por semana! Que vai meter uma cunha para a proprietária por mim.

Deito-me no sofá e corro o feixo do saco-cama. Olho para os reflexos de luz na janela e digo para comigo. Estou aqui. É real! Now what?!

Day One

As despedidas são sempre difíceis. Especialmente para quem fica. A imagem ficou-me gravada na memória. Pai, Mãe e namorada. Todos com uma coisa em comum... Lágrimas.

Nem dei pelo tempo de voo. Passei-o a ler um manual para me preparar para a entrevista do dia seguinte.

Depois de aterrar e buscar a bagagem, já passavam das 22h30. Perdi-me nos menus e submenus da máquina para comprar o bilhete de comboio até ao centro. Objectivo TowerBridge. Falhado. Porque só encontrei forma de comprar bilhete para Victoria. 16.9£ começa a contagem. Chego pacificamente a Victoria. Bem, exceptuando ter entrado em 1ª classe...ser descoberto e delicadamente enviado para a turística.
Chego a Victoria e vou para o tube. Tento comprar bilhete para uma viagem zona 1-2... mas só encontro bilhetes de um dia! Teve de ser. Cerca de 5£. Durante a viagem um grupo de amigos de cabeça rapada fazem vários comentários jocosos entre si. Um brinca com o que estava em pé para fazer de macaco ja que tinha as mãos numa barra. Decide então saltar... batendo com a cabeça no tecto que estava a 2 cm. A estupidez também anda de metro.


Chego a Highbury & Islington, que ainda agora não consigo pronunciar, e perco-me há procura do comboio que me leve a Dalston kingsland. Pergunto a um casal muito simpático que é interrompido por um outro senhor que informa que a estação está fechada... não percebo porquê. O bus torna-se a única opção. Como é que vou apanhar um bus, se não sei reconhecer qual a minha paragem!
Opto por telefonar á minha prima para saber qual o bus a apanhar. Ligo o ecrã do telemovel, e recebo um sms. "O seu saldo é inferior a 3€". Fantástico. Consigo telefonar-lhe e ela gentilmente salva-me. Apanhamos um dos últimos night bus e chegamos safe and sound a casa.
Não tenho sono e ficamos a pôr a conversa em dia até as 3 da manha. Peço-lhe indicações para chegar ao local da entrevista... 8h depois.

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