Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Banksy



M. acabou de me falar de um artista britânico conhecido como Banksy.
Banksy é um famoso artista de graffiti cujo nome verdadeiro se desconhece. Assim como grande parte da sua biografia.

O seu trabalho são essencialmente obras onde reina o humor e a sátira sobre política ou cultura.
Ele não vende fotos do seu trabalho ou faz qualquer exposição em galerias.

Se não foi de Banksy foi de outro artista do género. Que aproveitou uma parede com pequenos Tags (assinaturas de gente triste) no Bairro Alto em Lisboa e fez uma obra que posso descrever como um professor a apontar para um quadro onde o quadro tinha esses Tags que existiam antes. A Timeout de Lisboa publicou um artigo sobre o assunto e contando também a triste notícia que poucos dias depois a obra estava novamente coberta de Tags.

Curioso. Temos "obras" de Miró dentro de galerias, e obras de Banksy na rua.

Na minha modesta opinião. Arte não se ensina para quem a vê. Assim como em Engenharia ninguém precisa de explicar a sua utilidade. Se não cai é Engenharia. Se nos toca é Arte. Autoexplica-se.


Aproveito também pra escrever em pedra algo que pensei há poucos dias.

Uma folha com risco no meio é:
para uma papelaria, lixo;
para um engenheiro 10 cm;
para um artista, arte...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Don't eat the yellow snow...



Pensava eu que os Ingleses eram pessoas informadas e precavidas... mas não parece. De manhã as estradas estavam, no mínimo, tão intrasitáveis como na noite anterior. Os carros nos seus parques. Ninguém foi trabalhar (quer dizer, alguns foram...mas arrependeram-se). Nenhum Bus estava a circular em toda a cidade, pela primeira vez desde que há memória.

Há várias horas que não pára de nevar em Carlshaton, zona 6 sul de Londres. Crianças e adolescentes brincam nas ruas. Famílias tiram fotos á entrada de suas casas com um novo membro da família. Um boneco de neve. Os meus house mates não têm como ir para o emprego mas têm de trabalhar remotamente. Para um Lisboeta isto são motivos para fazer tudo menos ficar indoors. Por isso fomos todos para o campo de rugby da zona pra fazer algum sku com umas tábuas de um vizinho. Não funcionou mas chegou pra gerar alguma (micro)adrenalina. Várias crianças brincavam fazendo bonecos de neve, descendo montes com trenós, criando uma bola de neve gigante ou atirando bolas uns aos outros.









No regresso a casa ajudámos um senhor que teve a triste ideia de circular com o carro...com pneus slim. Quando tentava seguir em frente deslizava em direcção a outros carros estacionados na berma.



Depois de almoçar tentei chegar ao centro de Londres. Quando cheguei á paragem do Tram vejo o que o painel electronico informa. "Suspended". A quantidade de neve na linha torna impossível qualquer coisa circular ali. Miudos brincam antirando bolas contra o outro lado da estação. E dois homens aventuram-se a pé até á próxima estação. Vejo-os desaparecer ao longe assim como a oportunidade de tirar fotos no centro da cidade no maior nevão em 18 anos.

Festejos do Ano Novo chinês



01/02/2009

É Domingo e ainda estou a recuperar de quantidade de Pints de Guiness que bebi na noite anterior... e do dinheiro que gastei.
Estou deitado no sofá e lembro-me que havia algo de importante para hoje. Os festejos do Ano Novo Chinês. São 15h, tenho apenas 2h de sol para as fotografias mas opto por ir. Não quero ficar homesick.

Centenas ou milhares de pessoas passeiam plas ruas envolventes a Leicester Square, Trafalgar Square e Chinatown. Vou ao encontro do grupo de formigas de máquinas em punho que estão em Chinatown. Oiço tambores e, ao longe, vejo um Dragão. Uma pequena desilusão. Esperava ver um dragão maior. Mesmo assim é um espectáculo bonito. Pelo que percebi o dragão recebe presentes das pessoas nas lojas da rua. Algumas vezes do primeiro andar desce um cordel com algo na ponta. Um rapaz coloca-se nos ombros do outro fazendo a ilusão de que o dragão se esta a elevar acima de todos nós em busca da oferta. Numa ocasião o dragão irompe pela loja dentro. Assustando os clientes e empregados. Suponho que não recebeu presente.



Tento tirar fotos do dragão mas torna-se impossivel com tanta gente.
Depois empregados de coletes reflectores e altifalantes pedem para que as pessoas se dirijam para as zonas laterais e assim o dragão vai seguindo em frente cumprindo o seu objectivo plas ruas de Chinatown.



Desço até Trafalgar Sq e todas as lojas estão abertas e repletas de gente. Restaurantes com as suas comidas típicas expostas na vitrine, vendedores ambulantes com tambores do filme Karaté Kid e dragões de miniatura.
Em Trafalgar Sq tenho um palco onde actuam músicos chineses. Não achei interessante e tornei a subir.



Um momento único foi quando estava em Chinatown e subitamente começa a nevar com intensidade. Para alguém que vem de Lisboa e cresceu sem nunca ter visto neve até muito tarde, este momento transforma-me novamente numa criança. Nos tempos em que corria o dia inteiro comendo fruta directamente das árvores e bebendo água de fontes e cascatas.
Surgiu tão subitamente como cessou, e assim a neve que caía chegava já sobre forma de água ao chão.

Começo a ouvir um barulho enorme vinda da Leicester Sq. É o fogo de artifício que sinaliza o final das comemorações. Largos minutos de foguetes, lágrimas e bombas tipicamente chinesas que soam a teatro de guerra. Fico demasiado longe para ver tudo o que se passa. É impossível chegar mais perto com tanta gente compactada.



Quando regresso a Mitcham já vejo as ruas cobertas de branco. E quando saio da estação começa a nevar. Cada vez com mais frequência para meu deleite.



Neve continuou a cair noite dentro. Quando me ia deitar espreitei pela janela e estava uma camada branca enorme sobre tudo. Carros, telhados, estrada. Fiquei a pensar como é que amanhã alguém ia conseguir sair daqui. Eles devem estar habituados a estas coisas...


sábado, 31 de janeiro de 2009

Counch Surfing part 2


30/01/2009


Telefonei para M. que vive em Londres á 5 anos. M. é de Africa do Sul e trabalhou vários anos em cruzeiros para reunir dinheiro para a mudança.
Contei-lhe que afinal já não tinha casa definida e que por isso ia ficar num B&B em Notting Hill. Depois de saber isto ela insistiu para eu ficar na casa dela por uns dias até arranjar casa. E eu, claro, aceitei.
Tornei a colocar toda a minha tralha dentro da mala, que para ser verdadeiro, nunca chegou a sair e parti para Carlshalton (que fica a sul zona 6). Objectivo: chegar a Waterloo onde me encontraria com M..
A viagem de Bus até Angel foi pacífica. O desafio viria a seguir.

Tento entrar no metro atolado de gente. Impossível. Ainda mais com duas mochilas, uma mala e 2 sacos de apêndice. Espero uns minutos e tento entrar no segundo. Novamente sem sucesso. Começo a suar. Nunca mais vou conseguir apanhar isto. Cada vez que as portas se abrem ninguém sai e nada consegue caber naqueles minusculos espaços. Muito menos as minhas malas. Nunca em Lisboa vi o metro tão atolado de gente. Hora de ponta em Londres mete respeito. E provoca nervos. Ao terceiro forço a minha entrada e consigo. Nem tenho onde me apoiar. Todos estamos tão enlatados que nem ha espaço para cair.

O problema surge quando chegamos á paragem seguinte. E eu so quero sair na outra, em Euston. Tenho as malas no caminho para não falar na mochila nas costas e á frente que me torna numa pessoa larga. As pessoas não conseguem sair mas forçam. Faço força para não ser levado pela corrente. Agoento-me até a próxima estação onde saio e suspiro. O pior já passou... pensei eu.
Vou em direcção para a saída para encontrar o caminho para os outros destinos da Northern Line.
Dou de caras com um lance de escadas. Como é que vou conseguir subir isto?! Pensei que Londres fosse diferente de Lisboa. Que tivesse acessos. Como é que alguém de cadeira de rodas sobe isto? Ainda é pior que Lisboa, ao menos lá temos elevadores!
Uma rapariga bastante jovem lê o meu desespero e pergunta se quero ajuda. Demoro tempo a responder, mas que posso fazer? Aceito. Ela carrega-me os sacos até ao topo das escadas e eu a mala de 20Kgm. Chego ao topo e aproveito para perguntar como vou para Waterloo. As placas em volta só dão indicações para a Northern line sentido norte. Mas eu preciso de ir para o sul!
Ela diz-me que só pode ser pelo caminho por onde vim. Novamente a minha cara de desespero. Tornar a descer as escadas. Ela disponibiliza-se a levar-me os sacos novamente escadas abaixo. Pelo caminho pergunta-me de onde venho. "Oh Lisboa!" - exclama ela. Nunca esteve lá. "You must!" - respondo eu.

Chegamos novamente ao fim da escadaria e desfaço-me em agradecimentos e preparo-me para segurar os sacos de novo. Ela diz que me vai indicar o caminho para a linha correcta e insiste que não tem problemas em levar os sacos até lá. Fico boquiaberto com tanta sorte.
Percorro a linha de onde tinha regressado no sentido contrario e pouco depois vejo as placas para o sentido que procuro. Chegamos a um lance de escadas rolantes e ela devolve-me os sacos. Agradeço-lhe e vejo-a seguir no sentido contrário. Nem sequer era o caminho que procurava! Não conseguia acreditar em tamanha simpatia.

Ainda a recuperar da minha sorte tento ajeitar os sacos em cima da mala. Vejo que um dele está com uma pega destruída e que com ela forma-se um enorme rasgão. Este era o saco com o aspecto mais sólido que tinha. Como é que vou carregar com isto tudo agora sem pega!?
Depois de subir as escadas rolantes tenho de descer... uma escandaria interminável.
Coloco o saco com apenas uma pega em cima da mala e tento descer degrau a degrau. Não tinha passado meia dúzia quando a pega rasga-se e o saco cai escadas abaixo...
Pronunciei palavras muito Portuguesas como F##%SE e CAR#$@O!
E ali estava eu no lance de escadas do lado direito do corrimão. A única alma daquele lado das escadas. Enquanto uma manada de formigas passava ao meu lado (ordenadinhos e compactados no lado esquerdo do corrimão) ignorando o meu Português. E é aí que aparece uma senhora nos seus 40s, nitidamente de origem Indiana, dizendo "do you need help?!" A minha cara dizia tudo. Pergunto-lhe se ela tem algum saco. Compactamos o sobretudo para um saco minúsculo. Ajuda-me a apanhar os outros artigos do chão e coloca-os todos no saco que estava bom, apesar de já apresentar um rasgo de lado. Agradeço-lhe e preparo-me para carregar o saco novamente. Ela diz que é melhor ajudar-me até ao final da escadaria para aquele saco não ficar ainda mais danificado. Sorrio e continuo escadas abaixo. O braço cada vêz mais durido e inchado.

Chegamos ao fundo e pergunto-lhe para onde fica Waterloo. Curiosamente é nesse sentido que a senhora tem de ir. Por isso insiste em levar-me o saco ate ao metro. Durante a viagem pergunta-me de onde venho. "Ah! Martim Moniz". Fiz um esforço para não me sair uma gargalhada. Claro, qualquer Indiano que conheça Lisboa, conhece o Mortim Moniz.
Conto-lhe um pouco da minha história. Que apostei alto para seguir este sonho. Que não desisti dos planos de um ano apenas por causa da crise. Digo-lhe também que não é assim tao descabido. Que sou de IT e que esse sector não foi muito afectado. Ela pergunta-me: "what language?". Fiquei surpreendido com a pergunta. Não é qualquer pessoa na rua que faz essa pergunta. E ainda menos a que compreende a resposta. Fico a perceber tudo minutos depois. Ela é professora Universitária de IT. "Se calhar é por isso que te ajudei, sem o saber." - comenta ela. Na estação seguinte ela sai desejando-me sorte na minha vida em Londres, não dando tempo para eu pedir o contacto. Seria bom demais conseguir uma cunha com uma coincidência destas.

Chego ao local combinado em Waterloo 30m atrasado. Cumprimento M. Peço desculpa pelo atraso e começo por dizer: "Nem sabes pelo que passei para chegar até aqui..."

Depois de um jantar de amigos em casa de M. regado por vinho Sul Africano descanso no meu novo sofá com o braço durido. Dá início á segunda parte do meu couch surfing.

(Aproveito para comentar que o vinho não tinha rolha de cortiça. Algo que nunca tinha visto antes e que faz com que isto faça todo o sentido. Save Miguel!

Stratford's Flat

De city Airport torno a Stratford via DLR. O DLR é uma espécie de metro de superfície sem condutor. O "pica" é quem acciona o mecanismo a cada paragem, tudo o resto é feito de forma automática...e llleeennntttaaa.
Chego a Stratford e pergunto a um ciclista sénior onde fica a praça que procuro. A meio caminho torno a perguntar a uma senhora que após apontar-me uma direcção e depois de já ter atravessado para o outro lado da estrada grita: "sorry if I'm not right!". Nunca vi ninguém tao receptivo em ajudar a dar indicações como um Londrino. Bem, na realidade o termo não diz tudo apesar de ser correcto. Os Britãnicos não têm qualquer simpatia. Os Londrinos é diferente. Não são britãnicos. São "cidadãos do mundo". Verdadeiramente de todos os cantos do mundo.

Depois de mais uns largos minutos á procura da praça, telefonam-me. Encontramo-nos na estação de comboio mais próxima. É um asiático, bastante simpático. Apresenta-me a moradia onde já vivem duas pessoas. Uma americana, uma do país de gales e um Inglês. Na altura a americana está a fazer jantar e o Inglês a entupir-se com tv.
A casa tem um aspecto estranho. Com algumas paredes com paredes com pinceladas reforçadas apenas em alguns sitios. A cosinha é pequenas mas aceitavel. A sala de estar muito pequena. O quarto é espaçoso como nas fotos. Cama de casal. O quarto também pode servir para casais com um acerto na renda e isso interessa-me. 120£ pro semana com despesas incluídas. 480£ mês. Nada mau. Mas... comigo viveriam 4 pessoas com apenas uma wc. Com a minha namorada seriam 5! O landlord dá-me uma cópia do contracto. Leio-a atentamente e reparo num ponto:
caso se convide alguém para domir terei de declarar isso e taxar 8£ noite. Isto é de loucos.

Regresso á estação com a orientação do landlord. Sempre com passo muito rápido, passando por sinais vermelhos (de peões, claro). E mesmo assim demorá-mos 16 minutos até perto da estação. Para chegar efectivamente á estação ainda teria de passar uma série de semáforos. O que tanto pode demorar 2 como uns 5 minutos. Por isso facilmente posso apontar para uma distância de 20 minutos da estação de Statford que está ligada ao tube via central line. E isto porque fomos por dentro de uma espécie de centro comercial. No caso de ser um hora diferente e aquilo estiver fechado, será ainda mais tempo.

A decisão fica tomada. Old st here I come.

City Airport's Flat

De Cricklewood sigo para City Airport. Mesmo na outra ponta da cidade, ou seja,
At Juda's Ass.
O overground demora séculos a chegar a Stratford onde apanho o DLR até City Airport.
Durante a viagem vejo os arranha céus do centro económico. Todos com as luzes de todos os pisos acesas. Um desperdício de energia, provavelmente. Uma bela fotografia que se perde, certamente.

Quando saio da estação parece que estou abandonado no meio de armazéns! Nada se passa aqui. Depois começo a ver aqui e ali algumas habitações. Foi um quebra cabeças para chegar a urbanização que estava ali mesmo ao lado, devido uma cerca de arame que a contornava.
Depois de andar perdido durante largos minutos a procura da rua certa lá consigo chegar ao destino. Aí telefono para o landlord que nunca em algum momento me deu a morada. Queria que eu chegasse a rua e só depois dava o número da porta. Também perguntou a minha nacionalidade...será para evitar africanos? Muito provavelmente se ele não fosse com a minha cara eu ficaria horas a espera que ele atendesse a chamada.
Mesmo assim andei as voltas mesmo depois de saber o número da porta. A zona pode ser descrita como dois prédios muito altos cheios de janelas e tijoleira e rodeados de pequenas moradias. Uma palavra surge na minha cabeça: Council. Que é como quem diz: Bairro Social. Um dos edificios mais baixos diz: Comunity Center mas tive a confirmação quando olho para a porta de entrada de um desse enormes caixotes.



Tanto quanto sei pedras não fazem este tipo de estrago. E eu até tenho bastante esperiência no que toca a partir vidros com pedras. Estes furos são feitos com balas.

Oiço uma voz ao longe. Vem de uma das moradias envolventes. O landlord é asiático. Apresenta-me a casa. Quarto é como nas fotos. Muito bonito. Quarto duplo com algum espaço, cama enorme. 130£ por semana ou 560 por mês com despesas. Quarto com possibilidade de ser para casal, ficando a renda em 150£ por mês. Casa de banho privativa mas esterior ao quarto. Logo junto a porta de entrada e o cubículo mais pequeno que alguma vez vi. Acho que teria de defecar com uma perna de fora.
E para rematar, não tem aquecimento a gás. Tem uma espécia de lareira...que o landlord até duvidava que funcionasse! Dizendo imediatamente que colocaria aquecimento electrico caso não funcionasse. Que confiança que transmite.

A cosinha era simpática e a sala tinha um LCD e sofás de pele. Muita pinta mesmo. Para não falar do mini jardim com a relva impecável!
Para viver ao lado de dois caixotes que mais podiam vir da zona J, o landlord tem de cativar com alguma coisa.
Vivem 3 pessoas na casa. Comigo seriam 4...com a minha namorada 5! Apenas para uma cozinha. Para não falar de ser muita gente na mesma casa.
Quanto a contracto... No Contract. No entanto teria de estar 6 meses na casa. Caso saísse teria de pagar 1 semana de penalização. Transmite muita confiança mesmo!
Aperto-lhe a mão á saída pensado que se tiver que voltar a esta terra... só se for para apanhar um avião!

Cricklewood's Flat


27/01/2009
16h30

Apanhei o Overground para Bronsdelsbury. Fartei-me de andar e de perguntar nos quiosques e pessoas onde ficava Cricklewood. Chego Finalmente e pouco depois chega o landlord. Ele é muito parecido com o Sayid do Lost. Imagino-me preso a uma cadeira e Sahid a dizer-me "Só precisas de dizer sim, 140£ por semana, one week deposit" de lamina afiada no meu pescoço.
Ele mostra-me a casa que é enorme. E isto não é um bom sinal. É Sinal que tem demasiados quartos. Pergunto quantos vivem na moradia... 6! Comigo serão 7. Se escolher o large double room, com a minha namorada seremos 8! Já dá para fazer um jogo de bola! Tem dois Wcs pequenos uma cozinha com sala de estar mas... para 7! No frigorífico estão duas folhas de papel A4 com caligrafia propositada para não ser reconhecida a sua origem. As folhas pedem respeito pelos outros e que sejam limpos. O Sayid devia de ao menos ter entrado primeiro na casa para reparar nisto.

Digo-lhe que vou pensar mas não volto cá a pôr os pés. Ou numa tradução livre... I'll not put my feet here again!

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