Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

sábado, 7 de fevereiro de 2009

The Socket problem



Um dos problemas quando um europeu aterra em terras britânicas é a tomada ou socket.
O formato britânico é bastante diferente do usado em Portugal, por exemplo. Agora, como é que tenho carregado os meus equipamentos electrónicos sem um adaptador?
Com ajuda do "desenrascanço" lutiano. M. (marido de M.) não é português mas já conhece as manhas.
A tomada britânica tem 3 "buracos". Dois são os polos (negativo e positivo) e o restante a terra. O fio de terra (não confundir com o termo brasileiro) é utilizado como referência em relação aos polos. Não é mais que um fio ligado á terra ou, por vezes, um fio longo enrolado nele mesmo.
Logo esse amigo não serve para (quase) nada.

Então para que o equipamento luso penetre numa tomada britânica apenas tem de tapar os buracos que importam. Os polos.
Agora, o problema é que a tomada encontra-se protegida por um obturador (não arranjei melhor palavra) para dificultar a inserção de objectos estranhos. Protecção contra crianças portanto. Logo torna-se complicado forçar uma ficha lusa contra uma tomada britânica.
Mas como M. me mostrou. Se tiver uma extenção, apenas preciso de com um objecto pontiagudo forçar a entrada da terra e o obturador abre-se. Depois é so colocar a ficha a jeito e pimba. Poupo assim 3 a 4 Libras no adaptador. Aparentemente brilhante.

Mas como em todos os desenrascanços, não há almoços grátis. A tomada não é igual apenas por teimosia (ao contrario de guiar pelo lado errado) britânica. É porque trata-se mesmo de coisas diferentes. A corrente electrica em Portugal é:
CEE 7/16 (Europlug 2.5A/250V unearthed) e a britânica: British 13A/230-240V 50 Hz earthed and fused). Logo estamos a falar de tensões diferentes (erradamente chamadas por "voltagens") e correntes muito diferentes. E um pormenor ainda mais importante. A ficha britânica tem um fusível no sei interior. Num excesso de potência, queima o fusivel e não o equipamento. Não sei como funcionam os quadros por aqui mas não devem de ser tão sensíveis como os de Portugal para necessitarem de fusivel na ficha.
Então o desenrascanço talvés me saia caro um dia. A não ser, como espero, que a ficha da tomada de extenção tenha por si um fusivel.

Citação da wikipédia abaixo:


Type G
BS 1363 (British 13A/230-240V 50 Hz earthed and fused)

UK wiring regulations (BS 7671) require sockets in homes to have shutters over the live and neutral connections to prevent the insertion of objects other than electric plugs. These are opened by the insertion of the longer earth prong. The shutters also help prevent the use of plugs made to other standards. On plugs for Class II appliances that do not require an earth, the pin is often plastic and serves only to open the shutters and to enforce the correct orientation of live and neutral. It is generally possible to open the shutters with a screwdriver blade to insert a Type C Plug (but not the BS 4573 UK shaver) or other plug types, but this can be dangerous for such plugs will not have a fuse and will often not fit properly.

The plug has a fuse inside. The fuse is required to protect the cord, as British wiring standards allow very high-current ring main circuits to the socket. Accepted practice is to choose the smallest standard fuse (3, 5, or 13A) that will allow the appliance to function.
in Wikipédia



PS- Qualquer gralha que resulte em danos irreparáveis para o seu equipamento é da sua e inteira responsabilidade. Porque eu sou de Fracas, tenho desculpa. :-)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

One Nation Under CCTV



Adorei a imagem quando vi pela primeira vez. Aproveitei estes últimos dias para tirar a foto sem saber que era uma das obras de Banksy.

Tv Ads

"Se quer receber fotos de raparigas entre 18 e 30 anos ligue já 123.

Se quer receber fotos de mulheres entre 30 e 40 anos ligue já 456.

....


Se quer receber fotos de mulheres entre 40 e 50 anos ligue já 789.

...
....

Se quer receber fotos de mulheres de 50+ anos ligue já 951."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Banksy



M. acabou de me falar de um artista britânico conhecido como Banksy.
Banksy é um famoso artista de graffiti cujo nome verdadeiro se desconhece. Assim como grande parte da sua biografia.

O seu trabalho são essencialmente obras onde reina o humor e a sátira sobre política ou cultura.
Ele não vende fotos do seu trabalho ou faz qualquer exposição em galerias.

Se não foi de Banksy foi de outro artista do género. Que aproveitou uma parede com pequenos Tags (assinaturas de gente triste) no Bairro Alto em Lisboa e fez uma obra que posso descrever como um professor a apontar para um quadro onde o quadro tinha esses Tags que existiam antes. A Timeout de Lisboa publicou um artigo sobre o assunto e contando também a triste notícia que poucos dias depois a obra estava novamente coberta de Tags.

Curioso. Temos "obras" de Miró dentro de galerias, e obras de Banksy na rua.

Na minha modesta opinião. Arte não se ensina para quem a vê. Assim como em Engenharia ninguém precisa de explicar a sua utilidade. Se não cai é Engenharia. Se nos toca é Arte. Autoexplica-se.


Aproveito também pra escrever em pedra algo que pensei há poucos dias.

Uma folha com risco no meio é:
para uma papelaria, lixo;
para um engenheiro 10 cm;
para um artista, arte...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Don't eat the yellow snow...



Pensava eu que os Ingleses eram pessoas informadas e precavidas... mas não parece. De manhã as estradas estavam, no mínimo, tão intrasitáveis como na noite anterior. Os carros nos seus parques. Ninguém foi trabalhar (quer dizer, alguns foram...mas arrependeram-se). Nenhum Bus estava a circular em toda a cidade, pela primeira vez desde que há memória.

Há várias horas que não pára de nevar em Carlshaton, zona 6 sul de Londres. Crianças e adolescentes brincam nas ruas. Famílias tiram fotos á entrada de suas casas com um novo membro da família. Um boneco de neve. Os meus house mates não têm como ir para o emprego mas têm de trabalhar remotamente. Para um Lisboeta isto são motivos para fazer tudo menos ficar indoors. Por isso fomos todos para o campo de rugby da zona pra fazer algum sku com umas tábuas de um vizinho. Não funcionou mas chegou pra gerar alguma (micro)adrenalina. Várias crianças brincavam fazendo bonecos de neve, descendo montes com trenós, criando uma bola de neve gigante ou atirando bolas uns aos outros.









No regresso a casa ajudámos um senhor que teve a triste ideia de circular com o carro...com pneus slim. Quando tentava seguir em frente deslizava em direcção a outros carros estacionados na berma.



Depois de almoçar tentei chegar ao centro de Londres. Quando cheguei á paragem do Tram vejo o que o painel electronico informa. "Suspended". A quantidade de neve na linha torna impossível qualquer coisa circular ali. Miudos brincam antirando bolas contra o outro lado da estação. E dois homens aventuram-se a pé até á próxima estação. Vejo-os desaparecer ao longe assim como a oportunidade de tirar fotos no centro da cidade no maior nevão em 18 anos.

Festejos do Ano Novo chinês



01/02/2009

É Domingo e ainda estou a recuperar de quantidade de Pints de Guiness que bebi na noite anterior... e do dinheiro que gastei.
Estou deitado no sofá e lembro-me que havia algo de importante para hoje. Os festejos do Ano Novo Chinês. São 15h, tenho apenas 2h de sol para as fotografias mas opto por ir. Não quero ficar homesick.

Centenas ou milhares de pessoas passeiam plas ruas envolventes a Leicester Square, Trafalgar Square e Chinatown. Vou ao encontro do grupo de formigas de máquinas em punho que estão em Chinatown. Oiço tambores e, ao longe, vejo um Dragão. Uma pequena desilusão. Esperava ver um dragão maior. Mesmo assim é um espectáculo bonito. Pelo que percebi o dragão recebe presentes das pessoas nas lojas da rua. Algumas vezes do primeiro andar desce um cordel com algo na ponta. Um rapaz coloca-se nos ombros do outro fazendo a ilusão de que o dragão se esta a elevar acima de todos nós em busca da oferta. Numa ocasião o dragão irompe pela loja dentro. Assustando os clientes e empregados. Suponho que não recebeu presente.



Tento tirar fotos do dragão mas torna-se impossivel com tanta gente.
Depois empregados de coletes reflectores e altifalantes pedem para que as pessoas se dirijam para as zonas laterais e assim o dragão vai seguindo em frente cumprindo o seu objectivo plas ruas de Chinatown.



Desço até Trafalgar Sq e todas as lojas estão abertas e repletas de gente. Restaurantes com as suas comidas típicas expostas na vitrine, vendedores ambulantes com tambores do filme Karaté Kid e dragões de miniatura.
Em Trafalgar Sq tenho um palco onde actuam músicos chineses. Não achei interessante e tornei a subir.



Um momento único foi quando estava em Chinatown e subitamente começa a nevar com intensidade. Para alguém que vem de Lisboa e cresceu sem nunca ter visto neve até muito tarde, este momento transforma-me novamente numa criança. Nos tempos em que corria o dia inteiro comendo fruta directamente das árvores e bebendo água de fontes e cascatas.
Surgiu tão subitamente como cessou, e assim a neve que caía chegava já sobre forma de água ao chão.

Começo a ouvir um barulho enorme vinda da Leicester Sq. É o fogo de artifício que sinaliza o final das comemorações. Largos minutos de foguetes, lágrimas e bombas tipicamente chinesas que soam a teatro de guerra. Fico demasiado longe para ver tudo o que se passa. É impossível chegar mais perto com tanta gente compactada.



Quando regresso a Mitcham já vejo as ruas cobertas de branco. E quando saio da estação começa a nevar. Cada vez com mais frequência para meu deleite.



Neve continuou a cair noite dentro. Quando me ia deitar espreitei pela janela e estava uma camada branca enorme sobre tudo. Carros, telhados, estrada. Fiquei a pensar como é que amanhã alguém ia conseguir sair daqui. Eles devem estar habituados a estas coisas...


sábado, 31 de janeiro de 2009

Counch Surfing part 2


30/01/2009


Telefonei para M. que vive em Londres á 5 anos. M. é de Africa do Sul e trabalhou vários anos em cruzeiros para reunir dinheiro para a mudança.
Contei-lhe que afinal já não tinha casa definida e que por isso ia ficar num B&B em Notting Hill. Depois de saber isto ela insistiu para eu ficar na casa dela por uns dias até arranjar casa. E eu, claro, aceitei.
Tornei a colocar toda a minha tralha dentro da mala, que para ser verdadeiro, nunca chegou a sair e parti para Carlshalton (que fica a sul zona 6). Objectivo: chegar a Waterloo onde me encontraria com M..
A viagem de Bus até Angel foi pacífica. O desafio viria a seguir.

Tento entrar no metro atolado de gente. Impossível. Ainda mais com duas mochilas, uma mala e 2 sacos de apêndice. Espero uns minutos e tento entrar no segundo. Novamente sem sucesso. Começo a suar. Nunca mais vou conseguir apanhar isto. Cada vez que as portas se abrem ninguém sai e nada consegue caber naqueles minusculos espaços. Muito menos as minhas malas. Nunca em Lisboa vi o metro tão atolado de gente. Hora de ponta em Londres mete respeito. E provoca nervos. Ao terceiro forço a minha entrada e consigo. Nem tenho onde me apoiar. Todos estamos tão enlatados que nem ha espaço para cair.

O problema surge quando chegamos á paragem seguinte. E eu so quero sair na outra, em Euston. Tenho as malas no caminho para não falar na mochila nas costas e á frente que me torna numa pessoa larga. As pessoas não conseguem sair mas forçam. Faço força para não ser levado pela corrente. Agoento-me até a próxima estação onde saio e suspiro. O pior já passou... pensei eu.
Vou em direcção para a saída para encontrar o caminho para os outros destinos da Northern Line.
Dou de caras com um lance de escadas. Como é que vou conseguir subir isto?! Pensei que Londres fosse diferente de Lisboa. Que tivesse acessos. Como é que alguém de cadeira de rodas sobe isto? Ainda é pior que Lisboa, ao menos lá temos elevadores!
Uma rapariga bastante jovem lê o meu desespero e pergunta se quero ajuda. Demoro tempo a responder, mas que posso fazer? Aceito. Ela carrega-me os sacos até ao topo das escadas e eu a mala de 20Kgm. Chego ao topo e aproveito para perguntar como vou para Waterloo. As placas em volta só dão indicações para a Northern line sentido norte. Mas eu preciso de ir para o sul!
Ela diz-me que só pode ser pelo caminho por onde vim. Novamente a minha cara de desespero. Tornar a descer as escadas. Ela disponibiliza-se a levar-me os sacos novamente escadas abaixo. Pelo caminho pergunta-me de onde venho. "Oh Lisboa!" - exclama ela. Nunca esteve lá. "You must!" - respondo eu.

Chegamos novamente ao fim da escadaria e desfaço-me em agradecimentos e preparo-me para segurar os sacos de novo. Ela diz que me vai indicar o caminho para a linha correcta e insiste que não tem problemas em levar os sacos até lá. Fico boquiaberto com tanta sorte.
Percorro a linha de onde tinha regressado no sentido contrario e pouco depois vejo as placas para o sentido que procuro. Chegamos a um lance de escadas rolantes e ela devolve-me os sacos. Agradeço-lhe e vejo-a seguir no sentido contrário. Nem sequer era o caminho que procurava! Não conseguia acreditar em tamanha simpatia.

Ainda a recuperar da minha sorte tento ajeitar os sacos em cima da mala. Vejo que um dele está com uma pega destruída e que com ela forma-se um enorme rasgão. Este era o saco com o aspecto mais sólido que tinha. Como é que vou carregar com isto tudo agora sem pega!?
Depois de subir as escadas rolantes tenho de descer... uma escandaria interminável.
Coloco o saco com apenas uma pega em cima da mala e tento descer degrau a degrau. Não tinha passado meia dúzia quando a pega rasga-se e o saco cai escadas abaixo...
Pronunciei palavras muito Portuguesas como F##%SE e CAR#$@O!
E ali estava eu no lance de escadas do lado direito do corrimão. A única alma daquele lado das escadas. Enquanto uma manada de formigas passava ao meu lado (ordenadinhos e compactados no lado esquerdo do corrimão) ignorando o meu Português. E é aí que aparece uma senhora nos seus 40s, nitidamente de origem Indiana, dizendo "do you need help?!" A minha cara dizia tudo. Pergunto-lhe se ela tem algum saco. Compactamos o sobretudo para um saco minúsculo. Ajuda-me a apanhar os outros artigos do chão e coloca-os todos no saco que estava bom, apesar de já apresentar um rasgo de lado. Agradeço-lhe e preparo-me para carregar o saco novamente. Ela diz que é melhor ajudar-me até ao final da escadaria para aquele saco não ficar ainda mais danificado. Sorrio e continuo escadas abaixo. O braço cada vêz mais durido e inchado.

Chegamos ao fundo e pergunto-lhe para onde fica Waterloo. Curiosamente é nesse sentido que a senhora tem de ir. Por isso insiste em levar-me o saco ate ao metro. Durante a viagem pergunta-me de onde venho. "Ah! Martim Moniz". Fiz um esforço para não me sair uma gargalhada. Claro, qualquer Indiano que conheça Lisboa, conhece o Mortim Moniz.
Conto-lhe um pouco da minha história. Que apostei alto para seguir este sonho. Que não desisti dos planos de um ano apenas por causa da crise. Digo-lhe também que não é assim tao descabido. Que sou de IT e que esse sector não foi muito afectado. Ela pergunta-me: "what language?". Fiquei surpreendido com a pergunta. Não é qualquer pessoa na rua que faz essa pergunta. E ainda menos a que compreende a resposta. Fico a perceber tudo minutos depois. Ela é professora Universitária de IT. "Se calhar é por isso que te ajudei, sem o saber." - comenta ela. Na estação seguinte ela sai desejando-me sorte na minha vida em Londres, não dando tempo para eu pedir o contacto. Seria bom demais conseguir uma cunha com uma coincidência destas.

Chego ao local combinado em Waterloo 30m atrasado. Cumprimento M. Peço desculpa pelo atraso e começo por dizer: "Nem sabes pelo que passei para chegar até aqui..."

Depois de um jantar de amigos em casa de M. regado por vinho Sul Africano descanso no meu novo sofá com o braço durido. Dá início á segunda parte do meu couch surfing.

(Aproveito para comentar que o vinho não tinha rolha de cortiça. Algo que nunca tinha visto antes e que faz com que isto faça todo o sentido. Save Miguel!

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