Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Propraganda ... triste

Acabei de ver algo no caporfora o que é provavelmente o videoclip mais tanso que tive a oportunidade de ver. No entanto no que toca a rolicedo estamos bem. Por isso impõe-se que o publique em sede própria.



Hum...fico a pensar no que rodeia J. nestes tempos...

PS- Sim...eu sei que Russo não é Polaco...Mas uma Polaca é na generalidade russa.

Relieve




Depois das Sagres que bebi durante o jogo do Benfica passo depois a torcer para que ninguém me faça um susto duranto o caminho para casa... não me quero mijar na rua!
Feliz-me Old St tem um mijadouro (daqueles como nos festivais) mesmo em Old St. Junto ao "monstro do lixo" da rua sesamo. Isto sim é qualidade de vida.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Cheers!

Pontos da Semana

Downs da Semana:
A Lata de Sardines no tube as 8am.

Ups da Semana:
As mini-saias de Inverno.

Momento alto do dia




O momento alto do dia foi depois de sair as 18h (finalmente) ir até ao National Portrait Gallery e ficar impressionado com esta descoberta. O autor não me parece que seja conhecido dos apreciadores de "arte" que admiram com cegueira o que viram nos manuais de história de arte. Mas que dá uma valente tosa a qualquer quadro de miró. Tem trabalho. Tem contexto. Tem visão. Tem obra!

PS - A fotografia não tem o contraste que merece. E isto não é como Mona Lisa. Tem mesmo de ser visto em tamanho real pra melhor admirar.
PS - Quando tiro foto com o telemóvel para guardar o nome. Uma funcionária aproxima-se de mim dizendo que não posso tirar. Acho ridículo mas tendo explicar com sorrisos que só estou a tirar ao nome para me recordar. Ela sorri e diz que tem de me reprender perante a CCTV. Se não o fizer é despedida na sala ao lado. "Se tirar sem eu ver não ha problema. Aproveite para tirar agora". Gostei.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

I did it! I Fu@#ing Did IT!

Respondi a um anúncio no gumtree no Domingo. Tenho resposta imediata na 2f, para marcar entrevista na 3f,4f ou 5f. Marco para a 4f para ter tempo para me preparar mas recebo de novo uma resposta pedindo exemplos de código que tenha feito.
Começo a entrar em pânico. A maioria do código ficou no cliente e mesmo assim nenhum desse código faz qualquer sentido sem que seja mostranda a aplicação a funcionar explicando a complexidade do problema e não apenas a simplicidade da solução.

Consigo arranjar um emaranhado de ficheiros mas que é um autêntico quebra cabeças para explicar. Começo a pensar em enviar também uma pequena aplicação que tenho feito nos últimos meses. Mas que quando vou pegar nela começa a mostrar o seu corte e costura. Tento resolver os bugs, deito-me. Acordo 5h depois. Tento novamente o dia todo. E so mesmo no final de 3f é que consigo enviar finalmente a aplicação. O código não está muito bem estroturado mas ao menos consegue mostrar a ideia da aplicação. Como uma prova de conceito.

Revejo algum do código. Leio mais sobre a empresa. Tiro notas. E vou dormir para acordar as 7h. Faço-o para não interferir no horário dos meus house mates mas acima de tudo para chegar 1h mais cedo ao local da entrevista. Para não haver qualquer stress.
Chego a Canary Wharf e tenho tempo para evitar o custo do DLR e chegar até à Skyline Village. Que é uma desilusão no meio de prédios enormes e espilhados da alta finança.

Vou beber um capuccino num café que fedia a fritos e abro o portatil. Revejo o código, o meu discurso. Nada pode falhar. Tento controlar-me e dizer frases motivadoras ao meu eu interior.

Toco à porta à hora marcada. Não vejo sala de recepção e sou encaminhado para o piso superior, enquanto o senhor berra lá pra cima "está aqui o entrevistado". No topo das escadas tenho outra pessoa a minha espera de sorriso nos lábios e braço esticado. Vamos para uma sala de reuniões como deve de ser e começa a prova.

Fico a espera de perguntas técnicas ou alguma crítica forte ao código que enviei mas nada. Apenas um "gostei bastante da estrutura do código". Tento mostrar interesse na conversa e na empresa sem por isso atropelar o discurso do entrevistador. Aproveito para aplicar as perguntas que tinha pensado. "Quanto é que a empresa lucrou o ano passado?" "Quanto é que está a prever para este ano?" "Em que mercados trabalha?" "Já pensou no mercado Português?". Aproveito para falar da minha experiência em vários clientes. E mostrar que poderia ser uma ponte para esses e outros clientes em Portugal. Falo também no mercado Angolado. Do rápido crescimento daquele país e que também tenho contactos que estão a trabalhar no mercado Angolano. Poderia ser tudo mentira mas não o era. E o facto de eu estar mesmo interessado no produto daquele empresa facilitou ainda mais as coisas. Principalmente quando começamos a falar da complexidade de alguns equipamentos onde aproveitei para revelar alguns conhecimentos técnicos dessa matéria (um pouco fora da Programação) que adquiri durante o curso.
Fico um pouco desconfiado quando me diz que a empresa tem apenas 5 pessoas. E que seria eu a fazer todo o desenvolvimento aplicacional. Isso sim é um bom desafio. A conversa decorreu com a normalidade acompanhada por bolachinhas e água (pela primeira vez em toda a minha experiência enquanto entrevistado). Saio convencido que não poderia ter corrido melhor. 

Apesar de ele me ter dito que são 5 candidatos, e mesmo que poucos assim, não acreditei. Apenas 3 dias para entrevista todos há mesmo hora. Mas só queria esperar que eu me teria destacados dos restantes. Terei a minha resposta na 2f.

Chego a casa e depois do almoço aproveito para relaxar. Reparo que o meu telémovel esteve sem som várias horas e que tem uma chamada não atendida. Uma mensagem de voice mail. Na mensagem fico sem perceber o nome da agência de recrutamento nem o número de telefone para onde tenho de ligar. Tento várias combinações e com alguma sorte acerto.
Trata-se de uma oferta para um programador web para uma agência de... chauffeurs. Mostro interesse apesar de não o sentir. Vejo alguns mais de oportunidades de emprego e depois começo a ver uma episódio do Heroes. O telefono toca de novo. Atendo a pensar que é a agência de chauffeurs mas do outro lá está uma voz grave que se apresenta dizendo-se da mesma empresa onde estive entrevista de manhã. Começo a temer que a notícia seja que fiquei pelo caminho.
Ele conta-me que ficaram com um problema entre mãos. Que acabaram por ter 2 bons candidados e... neste momento começo a pensar que eu fui quem lerpou... e que queriam ficar com os dois. O ritmo cardíaco acelera ainda mais. Mas que para isso terá de baixar o ordenado. 
Pergunta-me então qual o meu mínimo. Desço 2K do valor que tinham colocado como mínimo na proposta. Sendo que o valor mínimo que diziam no anúncio da proposta seria o valor máximo da margem que achava que poderia ganhar com o meu perfil. 
Diz-me que só pode dar um valor 3.5K abaixo do valor que estava na proposta. Começo a pensar que me estão a en#$#$bar. Que provavelmente não ha outro candidato. Que nem sequer se querem comprometer com o valor mínimo colocado na proposta. Que mesmo assim o valor oferecido não é mal. É 1.5K acima o mínimo que tinha estabelecido para mim. E acabo por dizer que assim torna-se mais dificil mas que se subirem 0.5K eu aceitava imediatamente. Ele diz que vai discutir isso com o outro candidato e que depois torna a falar comigo. Desligo a chamada a pensar que fiz bem. Que bati o pé, apesar de ter cedido mais do que eles em relação ao valor inicial. Que estava a saber negociar.
Mas o tempo começou a passar. 20, 30, 60minutos. E nada. Fico sem perceber porque não me telefonam. Até porque passa das 18h, hora em que normalmente se sai do serviço. E até referiram que queriam que começasse ja no dia seguinte.

Acabo por não agoentar a ansiedade e telefono. Pergunto se tinha percebido mal. Se afinal a resposta viria amanha em vez de minutos depois. Diz-me para esperar mais um pouco. Que continuam a negociar.
Para desviar a mente deste assunto visto-me e começo a calçar-me para ir fazer compras para o jantar. O telefona toca. E do outro lado "acabei de torcer o braço do sr das finanças e podemos oferecer esse valor". Pergunto se posso apenas começar na 2f para tratar de assuntos de embaixada e de banco (tretas). Pedem-me para começar na 6f à tarde. Para conhecer o escritório, ligar o computador, e assinar o contracto.

Aproveito o dia seguinte para ir ao The Nacional Gallery e ao Portrait Gallery. Finalmente Férias.

Amanha será o meu primeiro dia...ou melhor, tarde. Como vai ser depois das 18h? Será que acabo no pub com os meus novos colegas de Pint na mão? Hope so...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Saturday Drinks...

31/02/2009

Vou até Old St, como combinado, pagar um sinal do depósito (100£) do soon to be novo flat. Peço um documento assinado pelo house mate que recebe o sinal para documentar isso mesmo. Ele entrega-me uma cópia do último contracto para eu ter uma ideia de como será o meu.

Vou até um pub em Temple onde M. está a beber uns copos com colegas de trabalho. O Walkabout é um bom spot de origem Australiana. Existem vários em Londres. Bem, so cheguei mesmo a ir a outro em Wimbledon, por isso não sei bem se existem muitos mais (agora que consultei, há 11 só em Londres).
Entro e vejo um salão grande cheio de LCDs a cada metro e um enorme projector. Está a dar um jogo do ManU e CRonaldo acaba de ganhar um livre. Continuo ao longo da sala á procura de M..
M. apresenta-me os seus colegas e amigos que se vão apresentando dizendo o nome que nunca chego a ouvir devido ao ruído das conversas circundantes. É engraçado como os Ingleses são tão silenciosos nos transportes públicos e tão incrívelmente faladores de noite. É como se enchessem o dia todo e descarregassem no pub tudo o que não disseram durante o dia mas para que todos do pub os oiçam!
Vou para cumprimentar a única rapariga do grupo... com um par de beijos claro. Por ter estado estas 2 semanas com família, Italianos e Sul-Africanos fez-me esquecer esta coisa estranha de cumprimentar uma mulher com um solido aperto de mão. Então lá estou eu a esgueirar-me para lhe dar uma beijoca e metenojo da camone a desviar-se esticando a mão contra o meu peito dizendo "thats fine.". Estico-lhe a mão prontamente e envergonhado. E aproveito para a apertar como deve de ser. Se ainda fosse uma mulher bonita. Agora este trambolho velho! Deve ser lésbica, pensei eu.
Minutos depois chega S. amiga de infância de M. que se apróxima para me comprimentar. Dá-me um beijo na face e afasta-se. E eu que me preparava para dar o segundo fico embaraçado de novo e afasto-me. Ela aproxima-se. Eu aproximo-me de novo. Enfim, uma confusão enorme!
Foi bonito o contraste do início da noite da enjoadinha enquanto cumprimentava todos com um aperto de mão, com 2h depois. Quando beijava um como se fosse Francesa enquanto outro lhe apalpava o glúteo como quem lê braille.

Aproveito para ir uns minutos para a rua e á porta um desconhecido pede-me lume. Pergunta-me como está o ambiente lá dentro. Começamos a falar, digo-lhe que sou de Portugal e ele mostra-me o boné que tem preso á cintura. Um boné da selecção das quinas. Diz que adora a equipa. Que torce por ela e que teve pena de perderem o Euro 2004.
Ele e o amigo são Hungaros que vivem e trabalham em Londres á 2 anos. Falamos de goulash e da falsa simpatia dos britãnicos. É muito difícil chegar perto, diz ele. Não como na Hungria. Então porque vieste, pergunto eu. Pelo dinheiro, responde. Sempre pelo dinheiro.

Depois do jogo nos ecrãs, actua uma banda ao vivo. Parece que todos os fins-de-semana é sempre uma banda diferente. Tocou uma nova versão (acústica?) de "Valerie" de Amy Winehouse que tem passado muito nas rádios e quase todo o tipo de covers. Boa música.

Saímos do pub e caminhamos até Trafalgar Square para apanhar o bus. Pelo caminho encontramos um loja de uma cadeia de fast food que está aberta 24h por dia. Está lotada e torna-se moroso fazer o pedido e difícil arranjar uma mesa. Na mesa á minha frente estão 3 sem-abrigo. Um dormita outro termina a sua bebida e outro observa as pessoas que vão entrando. Adolescentes rebeldes com plumas na cabeça e um futuro brilhante pela frente.
Aqui todos comemos merda. Aqui somos iguais.


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