Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
The Year of Code
O governo Britânico lançou a campanha "the year of code". O ano em que tenta convencer os Britânicos a aprender a programar. (tipo o projecto Magalhães mas em útil e sem um cartel). Para isso vai investir 500 mil libras para formar professores durante 6 meses. Que depois vão incluir estas matérias nos seus currículos a crianças entre os 5 e os 16 anos (em vez de lhes oferecer um portátil para jogarem angry birds).
Criaram este video promocional para incentivar todos a aprender a programar, hoje, com a ajuda deste site:
Os entendidos dizem que 10% da economia britânica tem como base a programação.
E por isso, para manter a tradição de criadores nesta indústria (Tim Berners-Lee, o inventor da internet, é Londrino) querem apostar nesta disciplina antes de perderem o comboio. Há mesmo quem diga que programar vai tomar o lugar dos três erres.
Eu percebo esta iniciativa. E defendo-a. Investir em skills em vez de betão e alcatrão. Eu mesmo acho que só cheguei a considerar o curso de engenharia informática porque vários anos antes tive uma professora que me despertou a curiosidade pelo caixote branco. Com 10 anos a minha professora de História convidou todos os alunos das suas várias turmas para terem aulas de informática extra-curriculares e voluntárias. Isto numa altura (1992) em que os Pcs não eram de todo comuns...nem nas escolas. Julgo que éramos menos de 10 os que aceitámos. Ao início estava todo entusiasmado só por tocar no teclado mas depois a excitação desapareceu quando a professora transformou a aula de informática numa aula de dactilografia. E todos tínhamos de copiar um texto a nossa escolha e depois imprimir numa daquelas impressoras a agulhas que demoravam uns 5 min por página. Apesar de não ter gostado muito da experiência ficou a curiosidade de ver como funcionava tudo o resto.
Como estava a dizer, eu concordo com a iniciativa. Mas não tanto com a mensagem. Porque existe esta ideia de que é fácil programar. De que "eu não tive a sorte de aprender isso na escola/faculdade ...senão... eu tenho tantas boas ideias...".
Há cerca de 4 anos um amigo meu economista veio com esta conversa.
-Quanto tempo achas que precisas para criar um sistema onde todos podem ver televisão via internet. Todos os programas, filmes em qualquer lugar do mundo a toda a hora.
e continuava...
- Porque eu vejo que o futuro é que a televisão vai passar a ser na internet.
Ora hoje todos nos rimos disto porque as box on-demand e os serviços como o Netflix já são tão comuns que não parece nada de novo. Mas, na altura, não era assim tão comum...excepto para quem lê as notícias dos Estados Unidos ou Uk. Em Inglaterra já tinhamos o serviço BBCIplayer que fazia isso mesmo.
Mas a atitude dele era que bastava contratar "X programadores/hora...da india ou assim, baratos". Como se a ideia dele (provavelmente copiada de um artigo do financial times) fosse o verdadeiro produto e os outros teriam de a colocar em produção como se fossem macacos.
Tentei fazer-lhe algumas perguntas. "Bom...imaginando que tens a aplicação feita...como é que estas a pensar servir milhares de utilizadores concorrentes?"...ele desculpava-se que hoje isso já acontecia (como se fosse facil...nem sei se chegou a citar "a google faz...").
Quero com isto dizer que há (e ja tive a oportunidade de trabalhar com muitos deles) muita gente que julga ter as ideias mais originais do mundo e que pensa que isto de programar. De arquitectar uma solução. De fazer engenharia de sistemas...é fácil. E videos e sites como os que referi acima ajudam também a vender essa ideia. De que conseguimos fazer um site (pagina web=web site=facebook!) num dia.
Há 100 anos, eu podia dizer o mesmo sobre ler e escrever que hoje se está a querer dizer sobre programar ou coding. E podia dizer que é uma skill que vai ser essencial no futuro. E certamente muitos iriam rir e gozar. "Ler? quem é que precisa de ler contos e historias da treta? Têm é de criar vacas e plantar batatas. Isso é que coloca comida na mesa...um livro não dá de comer a ninguém". Hoje todos percebemos como quem não sabe ler ou escrever não terá grandes oportunidades de trabalho e, pior ainda, é facilmente manipulado.
Mas também, se fosse 1914, podia dizer que eu posso ensinar alguém a escrever num dia. A sério! Basta debitar o que eles têm de escrever. Eles decoram e fazem uns rascunhos no papel e voila...aprenderam a escrever!
Exactamente da mesma forma, que hoje, estão a vender que é aprender a fazer um site ou uma app num dia.
Tal como uma coisa é escrever...outra é conseguir colocar no papel tudo aquilo que pensas...e outra, ainda, é colocar no papel algo que provoca interesse nos outros.
Também é verdade que posso ensinar html e css em 7 horas...e conseguir que consigam cuspir uma pagina cá para fora. Outra coisa é pegar nas ideias loucas de project managers e product owners e conseguir colocá-las num ecrã. E outra...criar algo que um deixa um vasto número de utilizadores viciado.
Por isso imaginar um novo ebay, google, ou facebook não é original nem é facilmente implementável. Mas uma coisa é certa. Todos eles começaram com um Hello World.
domingo, 10 de novembro de 2013
Lidar com a adversidade the british way - Uk Storm
Se estiveram atentos as noticias foi difícil não ouvir falar da tempestade que ia atingir o reino unido. Os meteorologistas veteranos falavam de uma forma quase erótica da tempestade e de como era extraordinário os modelos computacionais de hoje conseguirem prever algo tão aleatório com tanta precisão. Ao ponto de, 4 dias antes, conseguirem avisar todos e executarem os planos de alerta.
E acho que, também, é numa situação destas que se vê como Portugal está a anos luz de Inglaterra. Não se facilitou. Fecharam grande parte das linhas de comboio do sul (para desespero dos passageiros) e aconselharam as pessoas a só sairem se fosse mesmo necessário e a levarem sempre consigo um telemóvel com bateria cheia. Coisas simples de senso comum. Mas que acho que preveniram o que podia ser muito mais do que as quatro fatalidades diretamente relacionadas que tiveram . Muitas empresas já têm planos e processos para situações destas (ou, por exemplo, para uma greve geral) e muitos trabalhadores da city têm possibilidade de trabalhar remotamente a partir de casa.
Quando soube do tamanho da fila que a estação de metro de balham tinha...não arrisquei e fiquei a trabalhar a manhã em casa. Tendo em mente que ao entrar na estação temos 2 lances de escadas seguidos de escadas rolantes e só depois a plataforma...é de loucos pensar que vale a pena ficar numa fila de uns 50 metros fora da estação (nas duas entradas)...
Aqui acho que se vê também alguma determinação dos Ingleses (ou, neste caso Londrinos) em chegar ao trabalho apesar da adversidade. Em Portugal tenho a sensação que a menor greve é desculpa para se chegar 3h atrasado ao trabalho...porque não sair 2h mais cedo?
(Reparem na fila. Não são 5 filas amontoadas. É mesmo uma fila indiana!)
E enquanto tinha a tv ligada para me por a par de como as coisas decorriam vi este maravilhoso momento.
Um grupo de voluntários (ou não), que costumam estar na entrada das estações a pedir donativos, vestidos de tigre a rir para a camara. Eles também se viram negros para chegar ao destino e mesmo assim de bom humor!
E esta história fez-me lembrar a forma como vi as cheias em 2012...ou até o Blitz.
As cheias de 2012 abriram telejornais em Portugal. Biliões de libras por água abaixo. Quintas destruídas. Gado afogado. Vidas perdidas. E lembro-me de ver camponeses a serem entrevistados pelos jornalistas sem choramingar. Sem berros do "perdi tudo!". E sem nunca...NUNCA ouvir "o estado tem de fazer alguma coisa por nós.". Não sei se o governo apoiou esta gente. Mas lembro-me de as seguradoras (estes camponeses asseguram os seus negócios, já viram!?...a loucura) tentarem fugir com o rabo à seringa dizendo que não cobriam "actos de Deus".
Se os Portugueses se gostam de gabar de terem inventado o "Desenrascanço". O Inglês definiu Resiliência. E não o foi só hoje. Lembro-me de ter visto um cartoon dos tempos da segunda guerra mundial onde se retratava londres a arder e bombas a cair... e dois idosos de chapéu a beber chá e a comentar "parece que vem praí um tempo terrível no fim-de-semana". Claro que é uma caricatura mas descreve perfeitamente o Londrino na finest hour. O inferno por todo o lado e eles a comentar coisas mundanas porque a vida continua.
E isso ainda hoje se vê quer nas cheias de 2012 quer na tempestade deste ano. Cinquentões a mergulhar no mar revolto. Jovens a fazer canoagem na sua high street. Velhos a beber chá na rua de galochas.
Exemplos para o mundo.
E acho que, também, é numa situação destas que se vê como Portugal está a anos luz de Inglaterra. Não se facilitou. Fecharam grande parte das linhas de comboio do sul (para desespero dos passageiros) e aconselharam as pessoas a só sairem se fosse mesmo necessário e a levarem sempre consigo um telemóvel com bateria cheia. Coisas simples de senso comum. Mas que acho que preveniram o que podia ser muito mais do que as quatro fatalidades diretamente relacionadas que tiveram . Muitas empresas já têm planos e processos para situações destas (ou, por exemplo, para uma greve geral) e muitos trabalhadores da city têm possibilidade de trabalhar remotamente a partir de casa.
Quando soube do tamanho da fila que a estação de metro de balham tinha...não arrisquei e fiquei a trabalhar a manhã em casa. Tendo em mente que ao entrar na estação temos 2 lances de escadas seguidos de escadas rolantes e só depois a plataforma...é de loucos pensar que vale a pena ficar numa fila de uns 50 metros fora da estação (nas duas entradas)...
Aqui acho que se vê também alguma determinação dos Ingleses (ou, neste caso Londrinos) em chegar ao trabalho apesar da adversidade. Em Portugal tenho a sensação que a menor greve é desculpa para se chegar 3h atrasado ao trabalho...porque não sair 2h mais cedo?
(Reparem na fila. Não são 5 filas amontoadas. É mesmo uma fila indiana!)
E enquanto tinha a tv ligada para me por a par de como as coisas decorriam vi este maravilhoso momento.
Um grupo de voluntários (ou não), que costumam estar na entrada das estações a pedir donativos, vestidos de tigre a rir para a camara. Eles também se viram negros para chegar ao destino e mesmo assim de bom humor!
E esta história fez-me lembrar a forma como vi as cheias em 2012...ou até o Blitz.
As cheias de 2012 abriram telejornais em Portugal. Biliões de libras por água abaixo. Quintas destruídas. Gado afogado. Vidas perdidas. E lembro-me de ver camponeses a serem entrevistados pelos jornalistas sem choramingar. Sem berros do "perdi tudo!". E sem nunca...NUNCA ouvir "o estado tem de fazer alguma coisa por nós.". Não sei se o governo apoiou esta gente. Mas lembro-me de as seguradoras (estes camponeses asseguram os seus negócios, já viram!?...a loucura) tentarem fugir com o rabo à seringa dizendo que não cobriam "actos de Deus".
Se os Portugueses se gostam de gabar de terem inventado o "Desenrascanço". O Inglês definiu Resiliência. E não o foi só hoje. Lembro-me de ter visto um cartoon dos tempos da segunda guerra mundial onde se retratava londres a arder e bombas a cair... e dois idosos de chapéu a beber chá e a comentar "parece que vem praí um tempo terrível no fim-de-semana". Claro que é uma caricatura mas descreve perfeitamente o Londrino na finest hour. O inferno por todo o lado e eles a comentar coisas mundanas porque a vida continua.
E isso ainda hoje se vê quer nas cheias de 2012 quer na tempestade deste ano. Cinquentões a mergulhar no mar revolto. Jovens a fazer canoagem na sua high street. Velhos a beber chá na rua de galochas.
Exemplos para o mundo.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Custodian helmet
A par com a phone booth, big ben e o black cab, o custodian helmet é uma imagem de marca de Londres. O típico chapéu alto da polícia britânica é usado desde 1863 pela polícia metropolitana de Londres e é ainda hoje usado frequentemente nas patrulhas por Londres. No entanto não é o único e cada vez mais vejo o flap cap (igual ao usado em Portugal). O custodian é usado pelas duas categorias iniciais de um agente da polícia - o Constable e o Sergeant. Teve origem no capacete usado pelo exército vitoriano que, por sua vez, foi baseado no Pickelhaube (do exército da Prússia).
Mas o mais interessante é o mito que existe à volta deste capatece. Algo que só tomei conhecimento quando um colega meu Australiano concorria à residência permanente no UK.
Não deixa de ser estranho que um Australiano ou sul-Africano (ou qualquer um da commonwealth) tenha de pedir um visto para vir para o Uk quando têm muito mais a ver culturalmente/históricamente com o mesmo do que, por exemplo, Portugal. Como ele não queria estar constantemente a pedir vistos (que também custam dinheiro) decidiu pedir residência permanente. Mas para isso precisou de fazer um exame. Onde lhe era avaliado o conhecimento de Inglês e história. E lá apareceu ele com um volume enorme sobre o que tinha de estudar. E numa das informais reuniões matinais, e no dia que ele ia fazer exame, fizeram-lhe uma pergunta: "para que serve o custodian helmet?". O ridículo é que esta é uma das perguntas estúpidas que podem aparecer no exame...e pensar que damos passaporte Português a quem nem sequer sabe falar a língua!
Alguns dizem ser mito mas já ouvi e li várias vezes que segundo uma lei de 1878 se uma mulher grávida estiver aflita... pode pedir o chapéu ao agente e aliviar-se nele. O agente não é obrigado a oferecer mas se lhe for pedido não tem alternativa...é a lei. E sejamos honestos. Aquilo parece-se bem com um penico!
Já que estamos numa de alívios na via pública, existe outro mito que diz que apesar de ser um crime é possível um homem urinar na via pública. Desde que seja contra a roda traseira do seu próprio carro...e que se apoie apenas com a mão direita...
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Britain is fuck all.
Nos dias de hoje, acontecimentos assim alastram-se nas redes sociais como que regados a gasolina.
Na Segunda Feira notei que muitos dos meus colegas estavam a postar o mesmo video no facebook e decidi dar uma olhadela:
Todos se mostravam muito chocados mas o que me chocou a mim foi ver alguém insultar todos em redor numa viagem na zona entre Croydon e Wimbledon (que é como quem diz Chelas e Olivais) e não levar uma facada. É que nem um supapozito!
Muitos já fizeram notícia, como cadáveres, naquelas mesmas zonas por fazerem muito menos.
Gostaria de analisar a expressão que ela usa: "Britain is fuck all".
Um colega meu usa a expressão "fuck all" com muita frequência e confesso que não entendia ao início. Isto porque ela não deve ser entendida com o seu sentido literal.
Uma boa forma de a explicar é usar o exemplo do Zé que exclama "I've won fuck all" após consultar o talão do euromilhões. Ou a Maria que ao encontrar-se com o amigo no pub diz "I did fuck all today". Ao ouvir esta expressão eu fico focado no "all" e dou-lhe ênfase não sei bem porquê. Daí considerar tratar-se de algo que é muito. Que é tudo. E o "fuck" no meio daquilo soa-me a "kick ass" nos meus neurónios. Logo ficaria a pensar que o Zé ganhou o euromilhões e que a Maria trabalhou "pra caralho".
Mas o que acontece é que o Zé não ganhou um chavelho e a Maria não trabalhou "um caralho".
Ora voltando para o discurso da madame fico a pensar que ela poderia ter querido dizer uma de duas. A primeira que seria "Britain is fuck all" no sentido que fuck all significa nada. Logo "a Bretanha é nada". E uma segunda em que ela não conhece a sua própria língua e por isso disse o que disse querendo dizer "Britain is all fucked". A Bretanha está toda fodida.
Ora considerando que esta é uma das maiores economias mundiais. Que, apesar de não ser uma Alemanha, está na ponta (da lança) da europa. Que tem médicos Indianos que são dos melhores especialistas do mundo. Que tem Portugueses a investigar a curas do futuro para doenças como o cancro. Que tem gente de um mundo de nacionalidades que nos leva o leite, o jornal, o correio, varre o chão, corta a relva do parque. Que conduz o autocarro nocturno que nos leva a casa enquanto dormimos.
E ao pensar isto. Vejo o video novamente e pergunto "Quem é esta madame?"... She's fuck all.
Na Segunda Feira notei que muitos dos meus colegas estavam a postar o mesmo video no facebook e decidi dar uma olhadela:
Todos se mostravam muito chocados mas o que me chocou a mim foi ver alguém insultar todos em redor numa viagem na zona entre Croydon e Wimbledon (que é como quem diz Chelas e Olivais) e não levar uma facada. É que nem um supapozito!
Muitos já fizeram notícia, como cadáveres, naquelas mesmas zonas por fazerem muito menos.
Gostaria de analisar a expressão que ela usa: "Britain is fuck all".
Um colega meu usa a expressão "fuck all" com muita frequência e confesso que não entendia ao início. Isto porque ela não deve ser entendida com o seu sentido literal.
Uma boa forma de a explicar é usar o exemplo do Zé que exclama "I've won fuck all" após consultar o talão do euromilhões. Ou a Maria que ao encontrar-se com o amigo no pub diz "I did fuck all today". Ao ouvir esta expressão eu fico focado no "all" e dou-lhe ênfase não sei bem porquê. Daí considerar tratar-se de algo que é muito. Que é tudo. E o "fuck" no meio daquilo soa-me a "kick ass" nos meus neurónios. Logo ficaria a pensar que o Zé ganhou o euromilhões e que a Maria trabalhou "pra caralho".
Mas o que acontece é que o Zé não ganhou um chavelho e a Maria não trabalhou "um caralho".
Ora voltando para o discurso da madame fico a pensar que ela poderia ter querido dizer uma de duas. A primeira que seria "Britain is fuck all" no sentido que fuck all significa nada. Logo "a Bretanha é nada". E uma segunda em que ela não conhece a sua própria língua e por isso disse o que disse querendo dizer "Britain is all fucked". A Bretanha está toda fodida.
Ora considerando que esta é uma das maiores economias mundiais. Que, apesar de não ser uma Alemanha, está na ponta (da lança) da europa. Que tem médicos Indianos que são dos melhores especialistas do mundo. Que tem Portugueses a investigar a curas do futuro para doenças como o cancro. Que tem gente de um mundo de nacionalidades que nos leva o leite, o jornal, o correio, varre o chão, corta a relva do parque. Que conduz o autocarro nocturno que nos leva a casa enquanto dormimos.
E ao pensar isto. Vejo o video novamente e pergunto "Quem é esta madame?"... She's fuck all.
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