Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

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sexta-feira, 9 de março de 2012

Hey Robin!




Há uns meses dei de caras com isto que me desligou o piloto automático das manhãs(*).
E achei engraçado porque parecia ter recuado 15 anos no tempo. Na altura em que um bilhete por baixo de uma porta chegava mesmo ao destinatário (sem problemas de cobertura 3G).
E imaginei uma história. Em que Kat começa a falar com o desconhecido Robin numa viagem pela Northen Line. Que ficam de se encontrarem no facebook (Porque hoje já não se troca números...mas likes.). E que mesmo assim perdem contacto levando a Kat fazer esta (um bocadinho desesperada) mensagem. Um pouco adolescente mas é bom saber que ainda há pessoas que sabem ir back to the basics. E isso fez-me parar e sorrir.

Agora que estou a escrever este post lembrei-me de um spot publicitário que passa com frequência:


(já agora, a estação do mesmo é Clapham Junction. A estação com mais tráfego do Reino Unido (e uma das com mais da Europa). Um comboio a cada 13 segundos. É uma estação, em termos de instalações ou espaço, a anos luz (pela negativa) de qualquer uma numa qualquer linha de Sintra/Cascais. E que funciona de forma mais eficiente do que qualquer uma em Lisboa. Zero Libras foram gastas em projectos Arquitectonicos (para Inglês ver) ou em azulejos despejados por "artistas".)
...agora que estou a ver o anuncio melhor...acho que não é Clapham Junction. Mas vamos acreditar que sim.

*foi à tarde mas não importa.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Panic on the streets of London


Hoje acordei para mais uma avalanche de notícias sobre os novos motins um pouco por todos os bairros merdosos de Londres.

Em Clapham Junction, o mais próximo de mim, centenas de miúdos pilharam lojas de roupa e electrodomésticos até ao amanhecer. Uma loja de máscaras, que me salvou a vida quando procurava algo para uma festa temática, foi queimada. E com ela alguns apartamentos.
Tenho uma fonte que mora em Clapham Junction que viu toda a noite pilhagens de lojas feitas por miúdos. Raparigas que nem idade deviam de ter para conduzir paravam o carro que era recheado com artigos pilhados e partia. Para regressar de novo para novo carregamento. Miúdos que recebiam telefonemas da família, não para perguntar "o que raio estás a fazer a esta hora na rua?!?!", mas para dizer qual o modelo do LCD que querem lá em casa...
Uma senhora de meia idade passeava o seu cão imponente. E ao voltar trazia a trela numa mão e uma televisão na outra.

Não são vândalos de outras comunidades que fazem isto como os representantes das minorias querem fazer crer nos média. São os próprios vizinhos.
Aproveitem para ouvir este relato de este grupo de amigos que pilhava Londres pelas 9h30 da manhã.
De garrafa de rosé na mão a dizerem que a culpa disto é do governo (que não sabem ao certo qual é) e ao mesmo tempo dos "ricos". Que isto tudo tem um motivo, um objectivo:

"Showing the rich we do what we want".

Os "ricos" a que se referem são "the people that have businesses"...ou seja, todos aqueles que não vivem à custa do estado como esta gentinha.

E depois disto queria lembrar o que um Psicólogo convidado foi dizer na RTP (já agora à semelhança com uma socióloga residente em Londres também em directo no programa). Que o estado cortou os apoios aos youth centers. Que os Jovens estão frustrados e sem nada para fazer. Que todas as notícias da crise e do relacionamento com o grande capital e as agências de rating deixa a juventude revoltada. Agora oiçam a gravação acima novamente. Estes putos nem sequer sabem qual o governo que os governa! Quanto mais o que são agências de rating. Mas está tudo a dar-lhe no ácido?
Porque é que este mundo de académicos não se convence que somos todos diferente e que para isso precisamos de ter uns quantos que não querem MESMO fazer nenhum! Que se estão a cagar para tudo e todos na vida e que ninguém é mais culpado por isso do que eles! São precisos alguns assim para que o mundo gire!

Também várias vezes a jornalista disse que "Croydon é uma cidade pacata e calma". Gostava que da próxima vez que ela viesse a londres fosse apanhar um autocarro ou assim pela meia noite em Croydon. Isso ia ensinar-lhe a verificar melhor as suas fontas para a próxima vez. Se eu perguntar a algum residente da Cova da Moura se é um bairro pacato não espero uma resposta diferente. Não quer dizer que ele esteja a falar verdade. Todos nós temos a tendência de menosprezar o que acontece no nosso bairro quando alguém de fora nos pergunta (especialmente se já tiver má fama). A verdade está no coeficiente de esfaqueamentos/mês.

A partir da hora de almoço começaram todos no escritório num grande alvoroço. Porque ouviamos sirenes dos carros de polícia (também porque estamos perto de uma) e pela avalanche de twits que diziam que em soho já haviam motins. Que a estação de Holborn estava fechada de polícia de choque à porta. Fui espreitar a janela e vi o que me parecia ser Hackney ao longe:


Começo a receber mais emails dos recursos humanos da empresa a pedir para as pessoas que moram nos locais dos motins para regressarem mais cedo a casa e notificarem os seus managers. Para acima de tudo se manterem a salvo e longe dos conflitos.

Vou pesquisar o twitter para ver o que se passa em Tooting e encontro muitos twitts a informar que as ruas estão fechadas em Balham, Tooting Bec e Tooting Broadway. Que existem loja pilhadas em Tooting Broadway. E como eu vivo em Tooting Bec comecei a ficar muito preocupado. Até que começo a pesquisar por uns nomes de terras ao calhar e parecia que havia motins em todo o lado...mas nas notícias tudo calmo. Quando Cheguei a casa confirmei que era tudo tanga.

Até hoje não sentia perigo ou medo. Tinham algum espanto pelo que se estava a passar mas não tanto como seria se por exemplo fosse um motim em Lisboa. Mas depois de ouvir as historias de colegas que moram nos sítios afectados como Peckham e Croydon comecei mais a sentir a adrenalina de um acontecimente destes. Talvez não me tivesse batido antes por não ter visto pessoalmente os estragos.
E fiquei bastante afetado quando recebo emails como:

"Given what’s going on in and around London at the moment we are going to postpone our charity sports day.

A new date will be circulated shortly."

Ou um colega meu que cancelou a sua presença no jogo semanal de futebol porque vive em Ealing uma das zonas afetadas e queria chegar a casa antes de anoitecer.

Como é que um grupo de miúdos faz com que uma cidade mude a sua formar de estar do dia para a noite? Este sentimento de que um londrino não é livre de ir jogar à bola e voltar a casa assustou-me e revoltou-me.


Foi triste ver entre Holborn e Old Street praticamente todas as lojas encerradas às 5h da tarde. E em especial estes pubs e edificios em Old Street a serem fechados como se vivesse na Florida à espera do furação Katrina:










Em tooting e balham praticamente todas as lojas encerraram mais cedo por motivos de segurança.



"Panic on the streets of London
Panic on the streets of Birmingham
I wonder to myself
Could life ever be sane again ?"


Já os Ingleses the Smiths o diziam. Será que vamos recuperar a sanidade?





segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Anarchy in the UK



"Anarchy in the UK" é uma boa forma de descrever o que se passa nas ruas de Londres neste instante. Estou a ver imagens na BBC de lugares que parecem estar a competir pelo campeonato do mais caótico de Londres. Multiplicam-se edifícios em chamas.

Na passada 5F alguém (que nem merece ser mencionado) foi morto pela polícia em Tottenham. Li que era uma perseguição policial a um traficante e que foi encontrada uma arma e uma bala nas entranhas de um rádio de polícia. Ora a família do traficante falecido foi pedir esclarecimentos numa manifestação em frente a esquadra de polícia (alegadamente porque ninguém da polícia foi notificar a família) no passado sábado. Apesar de pacífica a manifestação escalou e rapidamente se transformou num motim onde foram pilhadas lojas e carros e edifícios incendiados.

Em sede própria "respondi" à família:

"for those who have waited 5h for an answer at Tottenham police station - Life expectancy drops sharply when you're a gangster..."

Isto é algo que me irrita profundamente. Que lata tem a família de ir pedir o que quer que seja? Deviam de ter vergonha!

Hoje de manhã o tube na Victoria line tinha atrasos porque a estação de Brixton tinha sido encerrada. Desconfiei que fosse por haver motins, pela fama que aquela zona tem, e confirmou-se. Um colega meu que nem mora assim tão perto de Tottenham avisou que não ia estar nas suas melhores condições porque tinha passado a noite toda a ouvir gritos, sirenes e helicópteros.

E hoje ao final da tarde os motins multiplicaram-se quase como um fogo florestal. Num fogo florestal as agulhas de um pinheiro ou as folhas de um eucalipto em chamas podem cair largas centenas de metros à frente da frente de fogo, criando novos focos de incêndio. E os edifícios em chamas fizeram-me lembrar isso. Carro a arder em Hackney, Loja a arder em Peckham, prédio a arder em Croydon...multiplicam-se. Como se a acendalha de um fosse cair a umas milhas ao lado para dar início a outro.

No escritório, enquanto me decidia que transportes apanhar para regressar a casa para evitar isto, vi as filmagens de helicóptero do prédio em Chamas em Peckham (a este de londres). E por entre o fumo que cobria os telhados dos prédios circundantes via-se uma dezena de miúdos de capuz nos telhados. A forçar a janela de uma casa, tentando entrar. Alguns desistem e partem para outra atravessando os terraços/telhados contíguos.
Vê-se uma mulher a sair de uma espécie de arrecadação num desses terraços com uma enorme mochila às costas. Um grupo de miúdos apercebe-se e aproxima-se como lebres. Ela olha para trás e tem os tomates de ir até à porta e fecha-la sob o olhar dos vândalos, mesmo ali. Eu pensei mesmo que iam acontecer algo de grave e que a coragem lhe ia sair caro. Mas eles ficaram tão surpreendidos que nada fizeram. Ficaram apenas a olhar e a esperar que ela abandonasse o local para rapidamente meterem a mão na maçaneta e abrirem a porta para nova pilhagem.

Depois novo directo para Croydon onde um edifício inteiro estava em chamas algo que me fazia lembrar imagens do Blitz.

Agora mesmo estão a pilhar lojas em Clapham Junction segundo uma reporter da BBC. Descreve centenas de jovens de cabeça tapada e em especial uma rapariga que tem dificuldade em andar tal é a quantidade de roupa roubada que leva roubada.




Aqui podem ter uma actualização (desactualizada) dos vários focos de motins na cidade. E o que me vem logo à memória é que desfazem alguns mitos. O mito que o sul é mais violento que o norte. O mito de que Brixton, Hackney, Islington, Dalston são zonas trendy cool e longe da fama de outros tempos. O mito que certas localidade em zonas 1-2 de Londres têm rendas muito mais baratas que em zonas 3-4-5 por nenhuma razão em especial (são extremamente seguras).

Offtopic[Isto é uma discussão de longa data. Vivi em Dalston, durante uns dias, mesmo em frente ao supermercado que hoje foi pilhado. Nunca lá me senti seguro. No entanto conheci quem lá vivesse justamente porque era uma zona de artistas e me vendiam aquilo como um sítio maravilhoso cheio de galerias de arte, cafés, bares...mas nunca vinham para casa à noite sem ser de táxi. Mas é um spot muito seguro! (estou a gozar, obviamente)
O mesmo ouvi de BrickLane, Brixton, Hackney... "não é assim tão mal como dizem. Tem muitas galerias e tal"...pudera! rendas baixas! Da última vez que fui à Rough Trade East em Brick Lane um rapaz perguntou ao segurança se podia prender a bicicleta a cadeado num poste ali perto. Ele disse para ele ir para ruas mais longe e repetia muitas vezes "this is Brick Lane!!" como se fosse senso comum.]

No Museum of London existem vários documentos fotográficos dos motins em Londres nos anos 80. Em especial Brixton em 1981. Também têm uma maquete de uma rua de Hackney com os posters e os graffities tal como era na altura desses anos conturbados.

Estes motins parecem ser já bem piores que os seus antepassados. E agora parece ter alastrado para fora de Londres, para Birmingham.

E nas notícias os nomes acumulam-se:
Peckham, Islington, Brixton, ClaphamJunction, Lewisham, Croydon, Woolwich...

Oiço um helicóptero lá ao longe (talvez Clapham Junction). Espero conseguir domir.

PS - A photo não é dos motins. Mas da manifestação "March for the Alternative" de 26 de Março de 2011

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