Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

Mostrar mensagens com a etiqueta Entrevista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Entrevista. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

I did it! I Fu@#ing Did IT!

Respondi a um anúncio no gumtree no Domingo. Tenho resposta imediata na 2f, para marcar entrevista na 3f,4f ou 5f. Marco para a 4f para ter tempo para me preparar mas recebo de novo uma resposta pedindo exemplos de código que tenha feito.
Começo a entrar em pânico. A maioria do código ficou no cliente e mesmo assim nenhum desse código faz qualquer sentido sem que seja mostranda a aplicação a funcionar explicando a complexidade do problema e não apenas a simplicidade da solução.

Consigo arranjar um emaranhado de ficheiros mas que é um autêntico quebra cabeças para explicar. Começo a pensar em enviar também uma pequena aplicação que tenho feito nos últimos meses. Mas que quando vou pegar nela começa a mostrar o seu corte e costura. Tento resolver os bugs, deito-me. Acordo 5h depois. Tento novamente o dia todo. E so mesmo no final de 3f é que consigo enviar finalmente a aplicação. O código não está muito bem estroturado mas ao menos consegue mostrar a ideia da aplicação. Como uma prova de conceito.

Revejo algum do código. Leio mais sobre a empresa. Tiro notas. E vou dormir para acordar as 7h. Faço-o para não interferir no horário dos meus house mates mas acima de tudo para chegar 1h mais cedo ao local da entrevista. Para não haver qualquer stress.
Chego a Canary Wharf e tenho tempo para evitar o custo do DLR e chegar até à Skyline Village. Que é uma desilusão no meio de prédios enormes e espilhados da alta finança.

Vou beber um capuccino num café que fedia a fritos e abro o portatil. Revejo o código, o meu discurso. Nada pode falhar. Tento controlar-me e dizer frases motivadoras ao meu eu interior.

Toco à porta à hora marcada. Não vejo sala de recepção e sou encaminhado para o piso superior, enquanto o senhor berra lá pra cima "está aqui o entrevistado". No topo das escadas tenho outra pessoa a minha espera de sorriso nos lábios e braço esticado. Vamos para uma sala de reuniões como deve de ser e começa a prova.

Fico a espera de perguntas técnicas ou alguma crítica forte ao código que enviei mas nada. Apenas um "gostei bastante da estrutura do código". Tento mostrar interesse na conversa e na empresa sem por isso atropelar o discurso do entrevistador. Aproveito para aplicar as perguntas que tinha pensado. "Quanto é que a empresa lucrou o ano passado?" "Quanto é que está a prever para este ano?" "Em que mercados trabalha?" "Já pensou no mercado Português?". Aproveito para falar da minha experiência em vários clientes. E mostrar que poderia ser uma ponte para esses e outros clientes em Portugal. Falo também no mercado Angolado. Do rápido crescimento daquele país e que também tenho contactos que estão a trabalhar no mercado Angolano. Poderia ser tudo mentira mas não o era. E o facto de eu estar mesmo interessado no produto daquele empresa facilitou ainda mais as coisas. Principalmente quando começamos a falar da complexidade de alguns equipamentos onde aproveitei para revelar alguns conhecimentos técnicos dessa matéria (um pouco fora da Programação) que adquiri durante o curso.
Fico um pouco desconfiado quando me diz que a empresa tem apenas 5 pessoas. E que seria eu a fazer todo o desenvolvimento aplicacional. Isso sim é um bom desafio. A conversa decorreu com a normalidade acompanhada por bolachinhas e água (pela primeira vez em toda a minha experiência enquanto entrevistado). Saio convencido que não poderia ter corrido melhor. 

Apesar de ele me ter dito que são 5 candidatos, e mesmo que poucos assim, não acreditei. Apenas 3 dias para entrevista todos há mesmo hora. Mas só queria esperar que eu me teria destacados dos restantes. Terei a minha resposta na 2f.

Chego a casa e depois do almoço aproveito para relaxar. Reparo que o meu telémovel esteve sem som várias horas e que tem uma chamada não atendida. Uma mensagem de voice mail. Na mensagem fico sem perceber o nome da agência de recrutamento nem o número de telefone para onde tenho de ligar. Tento várias combinações e com alguma sorte acerto.
Trata-se de uma oferta para um programador web para uma agência de... chauffeurs. Mostro interesse apesar de não o sentir. Vejo alguns mais de oportunidades de emprego e depois começo a ver uma episódio do Heroes. O telefono toca de novo. Atendo a pensar que é a agência de chauffeurs mas do outro lá está uma voz grave que se apresenta dizendo-se da mesma empresa onde estive entrevista de manhã. Começo a temer que a notícia seja que fiquei pelo caminho.
Ele conta-me que ficaram com um problema entre mãos. Que acabaram por ter 2 bons candidados e... neste momento começo a pensar que eu fui quem lerpou... e que queriam ficar com os dois. O ritmo cardíaco acelera ainda mais. Mas que para isso terá de baixar o ordenado. 
Pergunta-me então qual o meu mínimo. Desço 2K do valor que tinham colocado como mínimo na proposta. Sendo que o valor mínimo que diziam no anúncio da proposta seria o valor máximo da margem que achava que poderia ganhar com o meu perfil. 
Diz-me que só pode dar um valor 3.5K abaixo do valor que estava na proposta. Começo a pensar que me estão a en#$#$bar. Que provavelmente não ha outro candidato. Que nem sequer se querem comprometer com o valor mínimo colocado na proposta. Que mesmo assim o valor oferecido não é mal. É 1.5K acima o mínimo que tinha estabelecido para mim. E acabo por dizer que assim torna-se mais dificil mas que se subirem 0.5K eu aceitava imediatamente. Ele diz que vai discutir isso com o outro candidato e que depois torna a falar comigo. Desligo a chamada a pensar que fiz bem. Que bati o pé, apesar de ter cedido mais do que eles em relação ao valor inicial. Que estava a saber negociar.
Mas o tempo começou a passar. 20, 30, 60minutos. E nada. Fico sem perceber porque não me telefonam. Até porque passa das 18h, hora em que normalmente se sai do serviço. E até referiram que queriam que começasse ja no dia seguinte.

Acabo por não agoentar a ansiedade e telefono. Pergunto se tinha percebido mal. Se afinal a resposta viria amanha em vez de minutos depois. Diz-me para esperar mais um pouco. Que continuam a negociar.
Para desviar a mente deste assunto visto-me e começo a calçar-me para ir fazer compras para o jantar. O telefona toca. E do outro lado "acabei de torcer o braço do sr das finanças e podemos oferecer esse valor". Pergunto se posso apenas começar na 2f para tratar de assuntos de embaixada e de banco (tretas). Pedem-me para começar na 6f à tarde. Para conhecer o escritório, ligar o computador, e assinar o contracto.

Aproveito o dia seguinte para ir ao The Nacional Gallery e ao Portrait Gallery. Finalmente Férias.

Amanha será o meu primeiro dia...ou melhor, tarde. Como vai ser depois das 18h? Será que acabo no pub com os meus novos colegas de Pint na mão? Hope so...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

The (bloody) interview



Acordo pelas 8h. Quero chegar uma hora antes ao local da entrevista. Para ter tempo para focar no objectivo e por causa da lei de Murphy.




Compro bilhete de um dia de bus & tram- 3.80£. Não torno a olhar o papel onde a minha prima fez o mapa que me leva a estação de bus. Resultado. Apanho o bus no sentido contrário. Fantastic!
Troco passado um bom bocado e depois de 1h desde que saí de casa, la estou eu a passar o meu ponto de partida.
Está muito transito na zona de Angel (julgo) e o bus não anda. Começo a desesperar...

O condutor avisa que o bus está On diverson e que vai abrir as portas porque não parece que vá andar mt mais.

Saio aí porque reconheço um prédio alto que fica perto da oxford street. Pergunto se estou muito longe de soho. Corro. Pergunto de novo. Chego a rua certa porta certa. 11h05. Cinco minutos atrazado. Dahm! Nenhuma referência daquela empresa naquele prédio. F#%!#"%!

Toco para o andar de uma empresa que me soou familiar. Uma voz feminia diz-me que a empresa já não existe. Uma masculina diz pra eu subir e a porta abre-se.

Um rapaz não muito longe da minha idade estende-me a mão. - (diz o meu nome)? Yes!

Entramos numa pequena sala pilhada de gente. Não ha um único buraco neste escritório pra me enfiar. Pensei eu...e mal. Fomos para a sala da impressora e switch. Dois metros quadrados de área e duas cadeiras perdidas.

Pergunta-me se tinhamos entrevista marcada...acho que não disfarcei a minha reacção. Como é possível? passei as últimas 3 semanas a trocar mails com este senhor. A combinar dia hora local, tudo em mails diferentes, para o manter acordado. Visto estes senhores terem um historial para se esquecerem da entrevista marcada com mais de um mês de antecedência.

Começa por apresentar a "empresa". Que está nas instalações de outra empresa. Que não tem site. Que tem um projecto insteressante. Notei um sotaque intaliano com a palavra three.

Perguntei o que tinha acontecio á outra empresa. Fechou em Dezembro. Ele iniciou este projecto. São apenas 3, 4 pessoas na equipa. E estão á procura de 2 developers para...fazer tudo.

Depois mostrou-me a secretária onde ia fazer um exercicio de 1h. Era a secretária de alguém que até deixou as suas janelas abertas para depois continuar o seu trabalho.
[AVISO - Segue-se uma parte muito secante...]{
O exercício consistia em ir buscar dados a um ficheiro csv usando NHibernate (que desconheço) inseri-los numa tabela em SQL srv 2005 e depois invocar webmethods de um determinado serviço, enviando esses dados. Era simples, excepto a parte do NHibernate que desconheço. Mas acabei por ter problemas a invocar o serviço. Primeiro porque o projecto(do VS2005) ja vinha com uma referência para esse serviço. Mas estava de uma maneira estranha. Então acabei por referenciar da forma como conheço. Mesmo assim, ao invocar o serviço retornava-me um erro. Cansei-me e tinha o tempo apertado e então prossegui com o exercício. Entretanto, o dono do PC onde estava ia regressando e o entrevistador dizia-lhe para ir dar mais uma volta. No final tinha no max 10 linhas de código mas nada para mostrar de concreto por nunca conseguir invocar o serviço.
}
[Fim de parte muito secante...]

Senti-me ridículo ao explicar o que tinha feito. Depois perguntei quando teria a resposta. Cinco dias. Mas á porta desejou-me "good luck in your search in London".

Ao descer as escadas fui-me abaixo e pensei com que rapidez podia estar de novo em Lisboa. Entrei no primeiro Starbucks que vejo e recomponho-me com um capuccino.

Depois de almoço encontro-me com a minha prima em Piccadilly Circus. Fomos ao café/loja National Geographic. A empregada pergunta se queremos "cinnamon". - O quê? - pergunto eu há minha prima. O pedido fica feito e a empregada despede-se com um "Obrigado". Fico a pensar se teria mesmo ouvido aquela palavra. E olho espantado para a minha prima. - "Ouviste o mesmo que eu?!" - enquanto a empregado se dirige para o balcão de sorriso nos lábios.

Regresso para Dalston no 38 depois de acompanhar a prima nas compras nos Harrods. O autocarro é de lagarta. Está á pinha. Um gravação é repetida e repetida "seats are avaiable in the upper deck.". Aos poucos o 38 transborda sorrisos e gargalhadas que representam os quatros cantos do mundo.

Fazemos compras no supermercado local. Chegamos a casa e dou de caras com o flat mate. Cumprimento-o não só por cortesia. Mas também para transmitir simpatia. Para tentar colocar mais cedo em tema de conversa o facto de precisar de ficar no flat que a prima vai deixar livre no final do mês. Não foi preciso 5 minutos. Ele informa a minha prima que felizmente (para ele!) arranjou um amigo interessado em mudar-se. E que virá no final do mês. Foi uma forma (pouco) subtil de me o dizer. Pensar que o primeiro dia nesta cidade não podia correr pior... well think again.

Depois de jantar a prima convida-me para falar com um amigo via skype. Falamos sobre os meus motivos para esta aventura. E fica de olhos arregalados depois de saber que estou a procura de emprego. Mas de seguida suspira, porque a area de IT não está a sofrer o mesmo peso da crise. E que também conhece um amigo que trabalha na área e talvez me possa ajuda. E eu suspiro o dobro.
Diz-me também que pode ter um quarto livre pra mim. Na casa onde ele mesmo se encontra, em Notting Hill. Trata-se de um Bed and Breakfast mesmo muito em conta. 150£ por semana! Que vai meter uma cunha para a proprietária por mim.

Deito-me no sofá e corro o feixo do saco-cama. Olho para os reflexos de luz na janela e digo para comigo. Estou aqui. É real! Now what?!

Popular posts

Followers :

Tags

Closed Stations

Tag Cloud

Music Portugal Gigs Tube City Life Cultures Banksy Street Art TV Elections Festival Holborn Sainsburys Workplace flat hunting Brexit Football Lisboa bicycle Eleições GDIF Snow Sport arquitectura BBC Britain Canary Wharf Charities Comedy Deolinda Emigration Greenwich Humour Photography commute wage Ahhhh Saudadeeeee Arte Beer Benfica Camden Town Chelsea Chinatown ClaphamJunction Emigrante English English People Euro Flu Graffiti Halloween Islington Movies NHS Old Street Olympic Games Oxford Street Rough Trade Royal Family Seinfeld Tax Tooting Trafalgar Square Urban Voo Weather theater Accent Anniversary Argentina Art Bank Bank Holiday Boat Race Brasil British Museum Buenos Aires Cambridge Christmas Lights Christmas Tree City Docs Drinks EasyJet Economics Entrevista Euro 2012 Europe Holiday Ice Impostos Iran Ireland Jornalismo Language Livros London Marathon Lost in translation MEC Marathon Meditation Metronomy National Insurance Number National Portrait Gallery Nevão New Oxford Street Notting Hill Oxford Circus Piccadilly Circus Pub Referendum Riot Roller skate Royal Weeding Santa Scotish Scotland Sintra South Bank TimeLapse Union Chapel Vencimento Volcano World Cup coffee cycle economy lux nurse AI Alain de Botton America Anarchy Ano Novo Chinês António Damásio Apple Arcade Fire Argos August Balham Barbecue Beach Beckett Bed and Breakfast Benefits Big Ben Big Train Blasted Mechanism Blitz Blur Boeing 747 Bomba Boobs Booze Boris Johnson Brighton Bristol Britcom Brixton Bus Business CCTV CSS CV Cannon St Caribou Cell Cerebro Champions League Charles Dickens Cheias Chevrolet Cicio Cities City Airport Cloud Clubs Colégio Militar Comic Relief Consulado Covent Garden Cowards Cricklewood Croydon David Bowie Deflation Dia de todos os Santos Dublin East London Edward Hopper Eficiencia Einstein Euro 2016 Eyjafjallajokull Facebook Fado Figo Filand Flatiron Flight Friends Gherkin God Goodbye Gray's Inn Guincho Harrods Helpfull History Homeless House MD Hugh Laurie IPad Iceland Income Tax Interpol Iphone Jamie Oliver Jeremy Clarkson Jessie J Jobs Jogging Jonathan Ross José Saramago KOKO Katie B Kings Cross Laughter Lewisham Leyton Lianne Las Havas Litle Britain London 2012 London Bridge London Dungeon London Eye London Film Festival London Sealife Love Lupini MOD MS Madame Tussauds Madeira Maria Rita Marylebone Massive Attack May Mayor Mercearia Michael C Hall Microsoft Momento alto Money Monty Python Moonspell Movember Moçambique Mumbai NIN NYC National Insurance Nero Nuclear O2Arena OK Go Organ Oxford Oyster Pancake Paquistan Paralympic Games Peckham Pink Floyd Pistorius Play-Doh Poetry Pompeia Pontos da Semana Poppy Porto Primitive Reason Putney RATM Randy Pausch Recital Rejection Letter Religion Remembrance Day Renting Return Robert Capa Rota do Chá Royal Guard Run Rush Hour Rússia Save Miguel Saúde Science Shard Sikh Simpsons Sky Slang Sleet Space SpaceInvaders Sport Relief Square Mile St Patrick's Day St Paul's Cathedral Staind Stamford Bridge Storm Stratford Street Poet Strike Subsídios Summer Sun SuperBock Surf Swearing TFL TV Licence TV ads Tank Man Tea Telemovel Tesco Thames The Portuguese Conspiracy The Scoop The Smiths Tiananmen Tories Tower Bridge Tremoço Twitter UK VAT Vertigo Volvo WakeUpLondon Walkabout Waterloo Wembley Wimbledon Winter climbing code dEUS didgeridoo discotexas flat mate geek living cost march moulinex news pastel de nata plugs and sockets protest skyscraper west end