Já estou há meses para falar dos Portuguese Conspiracy que vai ter de ficar para outra vez (e de como estão relacionados com as minhas positivas a Física no secundário...).
Podia falar também mais sobre Paus e sobre como me cruzei várias vezes com o Hélio no DEETC naqueles fins-de-semana de merda. E de pensar que com aquele corte de cabelo e aquele ar "demasiado" cool ele andava ali enganado...como mais tarde desabafou numa entrevista à radar.
Mas não vou.
Digo só que vale a pena. Que esta é a música portuguesa que vale a pena ouvir. E quando rodeado de bons petiscos e loiras que não morrem antes de nos chegar à mão, tanto melhor.
Paus+Filho da Mãe Onde: The Rose Lipman Building, Dalston Quando: Hoje (7 Novembro 2013)11 Janeiro Quanto:15£...é baratinho, logo, dá margem pra carregar na pinga!
Aqui fica um cheirinho deles em 2012 no optimus alive:
Esta Portuguese Conspiracy tem sido uma lufada de ar fresco (principalmente para quem se atreveu a ir ao "dia de Portugal"...). Depois de me terem trazido Dead Combo e agora Paus...só peço os Ornatos que eu faço-vos uma estátua!
Era o início dos anos zero (não gosto muito de noughties) quando se ouvia, semanas a fio, na rádio o Dolphin's cry. Ligava a Tv e lá estavam (durante meses até) na primeira posição do Top+ os Live. Talvez por isso nunca lhes tenha dado a devia atenção.
Foi preciso conhecer a minha maisquetudo e o seu grupo de amigos para dar o devido valor a esta banda. Cada festa terminava com "I alone" ou "lightning crashes" dependendo da cadela de cada um. E fiquei então a saber que havia mais banda para lá do Dolphin's Cry. Que até havia uma música deles que eu jurava ser dos REM (selling the drama).
Foi com tristeza (para ser honesto eu estava indiferente) que ficamos a saber que a banda tinha acabado após a saída do vocalista Ed Kowalczyk (parece que se lê Kavolchik em polaco) em 2009. Entretanto os restantes membros da banda processaram Ed e continuaram a banda com outro vocalista...semelhante com o que se passou com os Massive attack e o agarrado do Tricky que, curiosamente, fez alguns projetos com o Ed...adiante.
Temia-se que após uma espera de mais de 15 anos nunca mais fosse possível ouvir as música dos Live ao vivo até receber um email no inicio do ano a anunciar a torné europeia do Ed. Foi uma longa espera e nem todos do grupo de amigos conseguiram vir a londres (parece que tem qualquer coisa a ver com "responsabilidade" e "filhos"...).
Foi uma desilusão quando entrámos no Assembly Hall em Islington no norte de londres e vimos cadeirinhas por todo o lado. Afinal de contas era um acústico mas, mesmo assim, esperava poder mexer-me à vontade. A última experiência de um concerto sentado tinha sabido um pouco a coito interrompido.
Com muitos clássicos dos live e alguns flops (microfones desligados, amplificadores desamplificados, enganos na letra) à mistura foi um concerto bom. Mas pecou por uma sala sentada, composta mas não cheia. De espetadores que não sabiam as letras e que não se levantavam. Por isso será justo dizer que o Ed não merecia este público e que talvez deva repensar esta única paragem em Londres e trocá-la por Lisboa (no meio dos seus 8! concertos na Holanda) onde encheria certamente um lindíssimo coliseu de Lisboa.
No final ficou a autografar posters e vinis. E a sorrir para todas as fotografias dos fans. Que, depois de um concerto, deve ter doído. Respect!
Foi por um grande acaso que me vi com um bilhete dos Moonspell na mão. A última vez que me lembrava de os ter ouvido era há mais de 10 anos. Na fase Pantera e Mão Morta (esta última ainda persiste). Por isso não sabia bem se ia gostar. Estive agora a recordar algumas músicas e as únicas que me são familiares são do album Sin/Pecado. A Electra, aquele início a rasgar da Abysmo, e a favorita Magdalene. Todas de 1998!
Por isso não era de adivinhar que não fosse conhecer nada. A única que reconheci foi a Nocturna e só porque na altura (album Darkness and Hope de 2007) passava constantemente na rádio.
Cheguei a Camden faltavam 20 minutos para as portas abrirem e já muitos faziam fila à porta do Underworld. Encontrei-me num pub com 3 Portugueses que também iam ver o concerto e apercebi-me que estava a destoar. Estavam todos vestidos de preto da cabeça aos pés (assim como outros no pub que vestiam tshirts da banda) enquanto que eu tinha a minha roupa do dia a dia. Mas escolhi, provavelmente, a pior tshirt para usar num concerto de Metal. Ironicamente, uma que comprei em Camden.
Já tinha ouvido dizer que os Moonspell eram a banda portuguesa mais famosa no estrangeiro logo depois dos Madredeus. E confirmei isso ao ver várias pessoas no pub ou na rua com tshirts da banda sem serem Portugueses. Se calhar maioritariamente Espanhóis.
O Underworld faz jus ao nome. Logo depois de entrar desce-se um longo lance de escadas com as imagens de vários metaleiros que nos leva a crer que estamos a entrar pela crosta terrestre dentro para um outro mundo. Um mundo onde tudo é negro e cada centímetro de pele é uma tela. Perdi os meus compatriotas logo depois de entrar e vi-me sozinho a entrar no bar...com aquela tshirt. E, equanto as cabeças se viravam para mim, fiquei a pensar que aquele momento não era muito diferente de um qualquer daqueles metaleiros entrar no London Stock Exchange. E ri-me...mas para dentro.
Fui pedir uma pint ao bar onde estava a gotica mais linda que alguma vez vi. Uns olhos de um azul tão claro, uma pela tão branca e um ar tão adolescente e angelical que parecia uma vampiresca da saga Twilight (uma Amy Lee mas em angelical). E quando virou costas vi que tinha a caveira de um demónio tatuada.
O concerto começou com Fernando Ribeiro a entrar de capacete de gladiador e espada medieval como suporte de microfone. E o público apesar de não muito exuberante rendeu-se à banda. Esperava muito moche que não se confirmou. Com o passar dos anos vou dando mais importância às bandas Portuguesas que vêm a Londres. Não só porque se torna a única hipótese de as ver mas também porque sinto que devo premiar as bandas que estimo. Se todos comparecermos haverá cada mais mais razões para elas comparecerem por cá. E é também uma forma de ajudar o nosso país comprando aquilo que também é um produto nacional.
(pena é muitas vezes álbuns ou livros não estarem disponíveis fora de portugal. Por exemplo no itunes do uk)
Apesar de já ter falado desta Londrina antes(Incrivelmente não ganhou a lista de The sound of 2012) demorei muito a escrever este post e, provavelmente, a esta hora já é uma das artistas onrepeat da radio do momento. Mas aqui vai na mesma.
Descobri-a em Janeiro quando via o programa da manhã da BBC e adorei ouvi-la unplugged. Inscrevi-me na mailing list dela e no email de confirmação recebo um link para sacar o seu EP "Live in LA"...de borla. Ouvi e fiquei preso. É excelente! Ouvi dias seguidos e tornou-se banda sonora para as minhas corridas no parque.
Recentemente saiu o seu album "Is your love big enough?" e, apesar de ser bom, as mesmas músicas do EP não estão tão bem conseguidas. Ou seja, ela soa bem melhor ao vivo do que no album. A quantos artistas se pode dizer o mesmo?
Esta é a "Tease me" que me soa igual ao Live EP (e onde ela me faz lembrar Jeff Buckley):
Esta é a minha favorita. Don't wake me up ():
Se bem que esta versão em que pede a ajuda do público é genial:
Já tinha tropeçado nesta lista em anos anteriores sem perceber bem o que era. Só hoje me dei ao trabalho de ver.
A lista "the sound of" da BBC é feita anualmente para dar a conhecer as nova promessas que se espera explodirem nos meses seguintes. Lembro-me de começar a ouvir Florence and the Machine por causa disto. A shortlist é feita por 165 senhores que têm peso na matéria (bloguistas, jornalistas, editores...) que escolhem as melhores performances ao vivo. Depois dos 15 escolhidos ficamos a saber quem é o vencedor (e vencidos) daquele ano.
Agora que procurei os artigos de anos anteriores dá para perceber a relevância disto: 2008: 1. Adele 2. Duffy 3. The Ting Tings 4. Glasvegas 5. Foals 6. Vampire Weekend 7. Joe Lean and the Jing Jang Jong 8. Black Kids 9. MGMT 10. Santogold
Esta lista feita por finais de 2007 é uma espécie de F.C.Barcelona da música. Não conheço o 7. mas fui descobrindo todos os restantes aos poucos (e sem qualquer relação entre si) e recomendo tudo vivamente. Curiosamente Adele passou-me ao lado. Só chegou até mim em Janeiro de 2011. E muito porque, à semelhança do que aconteceu com Florence and the Machine no ano anterior, estava em todo lado. Nas rádios, nos spots publicitários da tv...até cansar.
(Para breve publico aqui um concerto de Ting Tings no Hyde Park, e de Vampire Weekend em Berlim.)
2009: 1. Little Boots 2. White Lies 3. Florence & the Machine 4. Empire of the Sun 5. La Roux
Frankmusik Empire of the Sun The Temper Trap Lady GaGa White Lies
Novamente um top 5 de luxo. Acho que até a vencedora Little Boots passou um pouco ao lado em Portugal. Mas deu uma entrevista ao programa da manha da BBC one onde fez uma espécie de acústico com um tablet feito por ela onde seleccionando uns pontos aquilo funcionava como caixa de ritmos. Um momento genial que me ficou na memória mas que não encontro agora no youtube. E esta lista tinha vencidos como White Lies, Temper Trap ou a desconhecida Lady Gaga...
2010: 1. Ellie Goulding 2. Marina and the Diamonds 3. Delphic 4. Hurts 5. The Drums
Como tudo o que é bom...acaba por desiludir. Uma lista que tem em segundo uma tipa que não sabe cantar, não ha muito mais a dizer. Mas Two Door Cinema Club, Delphic e the drums valem.
2011: Uma lista que Jessie J ganhe nem merece ser nomeada. Isso já foi dito em sede própria.
2012: A lista nova com os vencedores encontra-se já disponível aqui. Mas vou apenas nomear um que é o motivo de começar a escrever este post.
Estava a ver a bbc news e estavam a falar de Lianne la Havas. Um dos novos talentos de 2012. E gostei do que ouvi:
Vem de South London (isto para aqueles que julgam que é só no norte que há talento) mais concretamente Norbury. E estará brevemente num spot publicitário perto de si...até cansar.
Onde:Rough Trade East - 91 Brick Lane, E1 6QL.
Quando:22 Abril (Hoje!)
Quanto:Comprar o album (11.99£) ou ir para a fila 1h antes e rezar para que ainda haja bilhetes.
Tenho especial simpatia por esta banda Brasileira. No principio dos noughties houve o boom do electroclash/electropop e eu deixei de ouvir rock/pop barato para me render à futilidade deste tipo de música.
Os meus colegas de faculdade apresentavam-me bandas como os Fischerspooner, Miss kittin ou Peaches. Juntava-mos uns trocos (almoçava-se menos) para ter guito para ir ao Lux nas noites de club kitten (com o dj Kitten aka João Vieira, agora X-wife (e, já agora, ex-Londrino)) e ouvir uma série de malhas novas. Gravar para um voice mail os riffs para depois tentar descobrir qual era a música/banda.
Durante essa febre Z. e J. subscreveram a um mailgroup de electroclash onde se podia fazer reply de uma nova banda que tivesse descoberto ou alguém poderia perguntar que raio de música é aquela que tem como refrão "this is a happy house...". E por entre os milhares de threads que aquilo tinha, conseguiram desencantar uns tais de Cansei de Ser Sexy que tinham umas fotos engraçadas (roliças vestidas de licra florescente) e que tinham uma maqueta de músicas que disponibilizavam. O som era sujo. As letras simples de rima fácil ("let's make love and listen to death from above"). E nós adorámos.
Depois foi seguirmos, deste lado, a ansiedade que eles tiveram pelo seu primeiro concerto. Depois um silêncio de meses seguido de um contracto discográfico que resultaria no seu primeiro álbum no Brasil.
Eu adorava a expressão "Cansei de Ser Sexy" (que passou a ser o meu status no messenger) e também a abreviada CSS (pelo trocadilho com CSS, por estarmos num curso de Informática...).
Até que, uns anos mais tarde, estou a conduzir e começo a cantarolar uma música que estava a passar na rádio que me era muito familiar. Foram apresentados como uma banda novidade que estava a rebentar nos states. O som era mais limpo. Algumas partes de algumas músicas ou pequenos arranjos foram alterados. Mas continuavam muito iguais aquilo que tinha ouvido na maqueta. Umas semanas depois e um artigo na Y dava também foco a esta banda. Meses depois foi uma constante na rádio (até ao enjoo) . Até que quando finalmente vieram actuar ao Lux...esgotaram sem eu conseguir bilhete.
E é isto que acho interessante nesta minha relação com esta banda. A única que consegui conhecer (mesmo que virtualmente) antes sequer de terem uma maqueta, até ao estrelato internacional. E que nunca vi ao vivo.
Já agora, os CSS vão também actuar no dia 23 no XOYO.
Os Metronomy vão actuar amanha dia 11 numa das lojas da famosa Editora "Rough Trade".
Onde:Rough Trade East - 91 Brick Lane, E1 6QL.
Quando:11 Abril
Quanto:Comprar o album (11£) ou ir para a fila 1h antes e rezar para que ainda haja bilhetes.
Já tinha aqui falado dos Metronomy mas não da Rough Trade. É uma editora independende (no verdadeiro sentido) que foi responsável pela "descoberta" de artistas como:
-Belle & Sebastian
-Jarvis Cocker
-James
-The Libertines
-The Long Blondes
-Duffy (este caso em especial ficaram 2 anos a espera que ela deixasse as musicas a marinar até ao dia em que ela achasse que eram aquilo que ela queria, foi o que ouvimos).
e por trazerem pérolas dos USA como:
-Strokes
-Arcade Fire
-Antony and the Johnsons
Mas são talves mais famosos por terem dado a ouvir ao mundo os "The Smiths".
Rough Trade East In-store - METRONOMY - Monday 11th April, 7pm 11/04/2011
BUY THE NEW ALBUM 'ENGLISH RIVIERA' ON THE DAY OF THE IN-STORE AT ROUGH TRADE EAST AND COLLECT YOUR WRISTBAND AT THE SAME TIME, ANY REMAINING WRISTBANDS WILL BE GIVEN OUT 1 HOUR PRIOR TO THE STAGE TIME...ONE PER PERSON
Anyone expecting more of the same digital melancholia as heard on the universally-lauded Nights Out is in for a shock - but a pleasant one. The English Riviera, Metronomy's third album and second, after Nights Out, on Because Music is a belting, unashamed pop album, a gorgeous record full of languid, sunset funk songs, which looks set to propel Metronomy even further than they have travelled thus far.
Acho que vale a pena ir lá comprar o album (uma coisa rara nos dias que correm) e apoiar esta editora.
Eu nem sou muito de gostar destas pitas que mal saíram da puberdade, mandam uns berros e já julgam que cantam. Tipas como a Marina and the Diamonds (do País de Gales) ou a Jessie J (de Redbridge, North London). Mas no passado fim-de-semana, depois de umas valentes pints acabei por me encontrar numa pista de um pub/club em Shoreditch e vibrei muito com esta:
É de Katy B, uma também londrina de Peckham(South London).
Uma música que odeio mas que tem andado muito nos tops de cá é a "Do It Like A Dude" da Jessie J, que aconselho a ignorarem:
cuja letra é qualquer coisa como:
"Do it like a brother Do it like a dude Grab my crotch, wear my hat low like you"
Faz como um "bacano", Faz como um gajo Agarra a minha cona, usa o meu chapéu em baixo como tu.
É com muita satisfação que recebo hoje um email da songkick a informar que os dEUS vão actuar em Londres na sua primeira torné em 3 anos!
Onde:Relentless Garage 20-22 Highbury Corner, at the beginning of Holloway Road, opposite Highbury & Islington tube station, N5 1RD. Quando:1 Junho Quanto:15£+3£(fees)
Deixo aqui "Instant Street" do album "The Ideal Crash" de 1999. Um album e uma banda que me fizeram companhia nesta década. Naquele tempo fazia-se música e não perucas. É de aproveitar, não vão eles hibernar mais 3.
PS- Reparei agora que este clip mostra algumas qualidades coreográficas ao estilo OKGO. Ou será ao contrario?
Eu confesso que parece uma beca bimbo ir a um concerto Portuga quando existem milhentas bandas para ver nesta cidade que, provavelmente, nunca irão a Lisboa. Mas não acredito que todas elas sejam bandas de músicos como esta. Não estou a falar de artistas ou "artistas" mas de músicos. De quem sabe compor, cantar e fazer espectáculo ao vivo. Deolinda sabem. Parvo seria eu se lá não fosse...
Esta é daquelas bandas mágicas e únicas. Que são os verdadeiros Artistas sem quotation marks.
Desde que ouvi pela primeira vez (por volta do album homonimo de 2002) que nunca mais me fartei nem me cansei de os revisitar. Uma banda que me transmite grandes e boas recordações.
Mas que na web é mais conhecida pelos seus videoclips virais:
OK Go
Onde:KOKO, 1A Camden High Street NW1 7JE Quando:29 Junho Quanto: 15 mais taxas e sobretaxas... 18.88
Devo confessar que perdi muito tempo para escolher um misto de grandes músicas com grandes clips mas é difícil. São tantos e tão bons que tive de me controlar.
Esta é uma grande música com um videoclip simples e original. Não precisamos de tipas mamalhudas carros e correntes de ouro pra fazer clips. Mas precisamos de músicos para fazer música (não basta os shades).
Este mais recente. Música boa e um clip (quando pensamos que já não é possível) original. Mas desta vez nota-se que já não são banda de garagem (têm guito...).
Experimentem ouvir esta de manhã a caminho do trabalho. Não só ficam bem dispostos como chegam a horas!
Nem é que goste muito desta música. Mas o trabalho para fazer o clip (principalmente dos elementos de 4 patas) vale a pena.
Onde:O2 Shepherd's Bush Empire Quando:Wed 02 Feb 11 Quanto: dizem ser 14£ mas no final arrotas 20£. fdp dos ticketweb...
UPDATE - estes totónicos dos Ticketweb ainda não me enviaram os bilhetes e agora fico sem saber se compro outro (e arrisco comprar a mais) se fico a espera...
Depois de os ter visto no SBSR de 2007 e tendo sido até hoje o melhor concerto que já vi, tinha de os ver de novo. Para isso tive de comprar os bilhetes no dia que os colocaram a venda vários meses antes, porque isto aqui esgota em horas. É da crise!
É engraçado ver a mescla de público que esta banda carrega. Ao meu lado tinha um casal de cotas tirados da época dos 60s, malta de fato que tinham a revolta dos 30 quando esta banda apareceu e malta que ainda estava de fraldas quando Funeral ecoava nas rádios.
Aqui há uns valentes 3 meses mal vi que os Metronomy vinham ao Barbican comprei logo bilhete porque tudo o que é bom esgota com meses de antecedência.
Só que esqueci-me de um pequeno pormenor. Este concerto era no âmbito do Bicycle Film Festival de Londres (parece que isto dá a volta ao mundo e também houve em Lisboa. Confesso que fiquei muito contente quando vi isto:
Mas um pouco assustado quando vejo:
Uma cambada de tipos todos daquele groupie de ciclistas (aparentemente muito na moda). Aqueles tipos que apesar de serem fracos ciclistas (como se podia ver na passagem de ciclistas) eram-no pelo estido. Pelo gosto de ter o corpo bordado a licra e roupa florescente, rematanto com um daqueles chapéus de ciclista (daqueles à tótó).
Assustou-me porque queria ver um concerto a sério de uma banda que esperava ver desde 2003, que cancelou o concerto quando foram a Lx. E agora ir ali só para ver um DJ session pra entreter tótonicos...não era o que queria.
Depois comecei a contagiar-me pelas bicicletas que corriam os corredores a tocar campainhas como naquela música dos Queen. E rendi-me a uma sessão de curtas com banda sonora ao vivo de SBTRKT:
Este trata-se de um ciclista recordista por ter descido uma montanha qualquer enquanto tocava vários instrumentos e sem mãos no volante...
e este que começava com um ciclista sub-aquático e passava para uma corrida pela Broadway de NY (conhecida como broadway bomber nyc):
Depois de ver esta sequência de curtas, principalmente a acima onde os vários ciclistas iam quase sempre em contra mão a alta velocidade, começava a sentir aquela vontade de estoirar 800£ numa boa bike e começar a fazer o commute fintando o trânsito.
Estranho foi estar a maioria do concerto de Metronomy sentado... até que o vocalista se cansou e pediu para nos levantarmos "não fossem os nossos pais achar que aquele era um concerto decente". Fiquei a pensar que Watching Metronomy sitting on a chair is like foreplay without sex...
Uma bela surpresa tive à saída foi quando apanhei por sorte o concerto dos Gallops:
Prendeu-me a atenção os primeiros riffs e depois entrou os ritmos do Mac (de um tipo que pouco mais fazia do que clicar "play" e abanar a cabeça) e teclas que me atraem muito (tal como se vê pelos Metronomy). Mas depois era o baterista que está claramente enganado porque ele deve pensar que ia pra uma banda de metal e seguido de um baixo de sei la onde....resumindo tudo sons dos vários estilos musicais que gosto juntos numa banda. So fica a faltar uma voz.
No regresso a casa aconteceu daqueles "filmes" que só acontecem a altas horas (ok...11h). Na mesma carruagem passa um agarrado que depois de pedir trocos porque está "doentinho" é abordado por um tipo (que com a roupinha certa também o podia ser) que lhe pergunta directamente:
Olha, se estás doente porque é que não pedes incapacity benifit?
O agarrado grunhou atónito. Concerteza que não esperava que alguém alguma vez lhe dirigisse a palavra cara a cara.
O outro tipo voltou a repetir e depois de o agarrado balbuciar qualquer coisa o outro sai do metro a ralhar qualquer coisa que descobri. Centenas de vezes vi uma história semelhante no metro e Linha de Sintra. Várias vezes vi o mesmo rapaz que passava as carruagens a fazer percursão na liga que levava na mão (ele era realmente bom naquilo que até uma música dos Linda Martini tem uma amostra desse som). "Continua a acreditar que alguém tenha uma esmolinha pra me ajudar". Mas nunca vi ninguém (eu incluído) a perguntar porque raio ele precisava de estar ali.
Paragem seguinte entram 2 vultos e ficam enconstados a porta de ligação das carruagens. Achei estranho porque haviam vários ligares e olhei. O "amigo" estava de capuz vestido (dentro do metro) e tinha as mãos demasiado amarelas. Tinha uma postura estranha, parecia que estava bebado...até que reparei que a cara "dele" não tinha qualquer espressão. Quer dizer. Era plana. quer dizer que não haviam olhos ou boca ou nariz. Tratava-se de um boneco estilo crash dummy vestido com roupas normais. E la ia o outro amigo de braço dado com este boneco como se nada fosse. Comecei a olhar à volta não fosse isto uma curta, ou um apanhado e nada. E o tipo continuava sério. A certa altura pegou na cabeça do "amigo" boneco e fez com que ele ficasse de cabeça baixa assim como quando estamos a passar pelas brasas.
Paragens seguinte e entram duas tipas bem bebidas. Tropeçam nos outros dois amigos e acabam por pedir desculpa ao boneco e so passado um pouco perceberam que havia ali qualquer coisa que não batia certo. Depois passaram a viagem a rir-se e a brincar com os dedos do boneco. Forçando-o a fazer "Y" e ".!." com os dedos. Ou mesmo os Y e .!. ao mesmo tempo enquando tiravam inúmeras fotos. As gargalhadas eram constantes naquela carruagem. O rapaz acabou por explicar que o "amigo" era um trabalho. Que fazia parte de uma peça de teatro onde "o" usavam para vários truques na peça. Colocá-lo no topo de uma escada e fazê-lo cair a meio da peça. Ou sentá-lo num lugar da plateia durante meia peça para depois ser substituído por um actor de carne e osso com a mesma roupa que dá um salto no meio da peça. Achei a ideia muito boa mas familiar. Julgo que já houve uma peça em Lisboa com este mesmo truque.
Acabei por não saber o nome da peça para minha infelicidade.
São dias como este que me fazem gostar de Londres.
Depois de darem um concerto no famoso festival de Glastonbury eles fazem escala em Londres por 2 dias. Ontem e hoje no Westbourne Studios.
Onde: Westbourne Studios
242 Acklam Road
W10 5JJ
Quanto? 10 (bem, 5 se forem com outra pessoa e disserem "Source Mag")
Quando: HOJE!!!
"THE GAME PORTUGAL - SPAIN WILL BE SCREENED AT THE WESTBOURNE STUDIOS. ONE LARGE PROJECTION AND SEVERAL TV'S. WHATEVER THE RESULT; WHOEVER WINS, BLASTED WILL CARRY ON THE PARTY STRAIGHT AFTERWARDS!!! "