Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

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domingo, 13 de novembro de 2016

Lazarus with Michael C Hall

Uma das ultimas dádivas do David Bowie a este mundo foi o musical Lazarus que chegou da Broadway a Londres.
Apesar de ser grande fan do Bowie nao podia perder esta peca por ser talvez a minha única oportunidade de ver o Michael C Hall ao vivo. Mais conhecido pelo personagem psicopata que fez na serie Dexter. Michael ficou-me na memoria pelo papel que fez na serie Six feet under (7 palmos de terra na rtp2). O seu personagem David Fisher é um beato betinho que dirige a agência fúnebre de família. E ao mesmo tempo reprime o facto de ser gay e esconde o seu namorado (um polícia negro) do mundo exterior. Este personagem mudou a minha forma de ver a Homossexualidade e, de certa forma, de ver o mundo. Foi uma série antes do seu tempo...quando as series nao eram cool.

Quem gosta de Bowie...vai gostar de Lazarus. Mas quem gosta de teatro ou até de musicais nem tanto. A peca parece confusa mas sem qualquer motivo. As musicas nao parecem alinhar com a historia. E fiquei com a sensação que estava num daqueles concertos que soam a CD (para isso oiço em casa).
Por outro lado quando ouvi:
- Look at me...I'm in heaven.
Nao deixei de ficar espantado. "Wow...o Michael C Hall sabe cantar?". Para depois relembrar-me que aquilo é um musical...d'oh...


Quando descia nas escadas rolantes pro metro folheando o folheto da peça oiço.
- Did you enjoy it?
Perguntou um tipo na escada rolante ao lado.

Comecei por dizer que sim mas depois acabei por admitir o que disse acima. Que era confusa. Que as musicas pareciam ter sido largadas sem um qualquer sentido. E que provavelmente só gostei porque gosto do Bowie. E aí ficou um silencio...em que ele parecia estar a tentar nao dizer qualquer coisa. O homofóbico dentro de mim focou-se no estilo aprumado daquele desconhecido. Na cadencia de voz esteriotipadamente boiola. E fiquei a pensar que ele estava a espera de me convidar pra um copo ou assim. Disse Adeus rapidamente e fugi pra Northen Line.

Quando cheguei a casa e folheei a brochura é que me apercebi que o tipo das escadas rolantes era um dos actores...d'oh!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

War Horse @ New London Theatre



Esta semana fui ver a peça War Horse. Já desde Janeiro que via este cartaz na rua, escadas rolantes ou túneis do metro e chamou-me muito a atenção. Como será retratar um "teatro de guerra" num teatro? Quanto fui ver os preços assustei-me (acho que no mínimo 45£) e desisti da ideia (mesmo assim o primeiro mês estava praticamente esgotado).

Da última vez que fui ao Guanabara (um club brasileiro) lembrei-me disto novamente porque o espaço é paredes meias com o teatro. Fui depois consultar o site para ver os preços e lugares disponíveis e comprei logo naquela de me obrigar a ir.

Adorei a peça e acho mesmo que foi a melhor peça que já vi até hoje (...não é que tenha visto muitas).
Tem tudo aquilo que acho que o teatro deve de ter...imaginação e actores. Há muitas peças que podem até ser muito boas mas têm muita "tecnologia" envolvida e acaba por tudo já ser um pouco pré-fabricado. Outras acabam mesmo por nem ter actores. O Flashdance, por exemplo, foi um grande musica do west end mas tinha todos os cenários pré-fabricados e era uma questão de subir e descer cenários (mesmo tendo em conta que foram bem desenhados e pensados).

Nesta peça o cenário são as pessoas. Claro que descem e sobem portas e janelas mas ha sempre pessoas que pegam e os colocam nos sítios num bailado sincronizado. Os vários cavalos são comandados por 3 pessoas cada um. E fazem-no de tal forma que em poucos minutos eu esqueci-me que estavam ali pessoas e só via um cavalo bem treinado. Até os sons dos cavalos (e dos vários animais que entretanto aparecem) são feitos pelos actores em vez de usar uma gravação. A música é também tocada por músicos que fazem parte da própria peça.

Outra coisa que gosto muito no teatro é o palco giratório. Adoro ver a originalidade do encenador para usar aquilo numa peça. Vi isto pela primeira vez no nosso Dona Maria Segunda numa peça dos artistas unidos. E o encenador, também aqui, o soube usar.
Vê-se uma enorme diferença entre Teatro Português e Inglês nesta peça. E começa logo pela plateia. Se não estava esgotado pouco não faltava e isso reflecte-se obviamente nas receitas que por sua vez dão espaço para orçamentos dignos de uma peça profissional.

É quase incrível como uma peça de umas 2h30 não cansa por ter sempre novos momentos de originalidade. A forma como montam e desmontam os vários cenários. Como aproveitam o palco inteiro e até a planeia para representar. Como conseguem trazer o ambiente das trincheiras de primeira guerra mundial para aquele espaço.

Estou aqui a controlar-me para não contar nenhum pormenor da peça porque foi a surpresa que me fez gostar mais dela. A história em sim é bastante básica e logo a partida já sabia o que ia acontecer. Mas o que importa é a forma como se narra esta história. Deixo aqui um teaser da peça. E também o aviso para quem está já interessado em ir. Para não o ver pois estraga alguma surpresa.



Ao procurar um video sobre esta peça tropecei no trailer do próximo filme de Steven Spielberg...War Horse. Não sei se vai funcionar tão bem como no palco mas, como disse antes, a história é simples. O importante é como se a conta.



PS- Se comprarem os bilhetes no dress circle não comprem os da primeira fila pois ficam com o corrimão a tapar metade do palco.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

In a Forest, Dark and Deep @ Vaudeville Theatre

Fui ver a peça "In a Forest, Dark and Deep" com Matthew Fox.
[Quem?]
O Jack do Lost.
[Quem?]
O médico!

Claro que como série de culto ele também tornou-se bastante famoso com esse papel. Mas quando o vi nessa série a minha reação foi "xiii, o gajo do Party of Five está velho". Que foi uma série que passou na tvi há uns bons anitos (1996?).

Hoje foi mais "xiii, o gajo do Lost está velho...".



Confesso que foi mais para ver ao vivo um actor da TV americana do que pela peça em si. Um pouco para compensar as perdas do Ian McKellen (o Gandalf do senhor dos aneis) em "Waiting for Godot"* ou Rowan Atkinson (Mr Bean) no musical Oliver!, que eram peças que queria mesmo ver independentemente dos actores, e agora chapeu.

Falando desta peça achei assim pró fraquinho. Pouco conteúdo, monótona (e eu até gosto deste tipo). No início até me pareceu que ele não estava a representar para teatro mas sim para tv. Estava constantemente de costas e quanto circulava no palco virava as costas para o público. Acredito que o papel não ajudou e que pelo cenário ser fixo deixa pouco espaço para cenas diferente e originais acontecerem.

Fica um cheirinho, apesar de não se conseguir ver quase nada, com este momento em que falam sobre os U2.



*Waiting for Godot é uma peça do Irlandês Samuel Beckett, o mesmo que assina a frase acima neste blog.


PS- para continuar nesta onda de estrelas de cinema/TV americanas pelos teatros londrinos convido a verem Richard III, de Shakespeare, encenado por Sam Mendes e com o gigante Kevin Spacey no Old Vic

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