Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

domingo, 14 de novembro de 2010

Remembrance Day


Nestes últimos meses tem havido um crescente de Poppys. Quando vi isto pela primeira vez achei muito estranho. Ele são os apresentadores da BBC, os trabalhadores do metro e o cidadão comum que usam estas papoilas de papel na lapela.



Depois comecei a ver à saída do metro pensionistas a "vender" estas papoilas para ajudar a Royal British Legion. Trata-se de uma instituição de caridade (ou charity) que apoia os feridos de guerra e as suas famílias. Os jornais também se juntam a esta causa e usam a poppy nas suas manchetes.




Associado a isto temos o Remembrance Day, também conhecido como dia do armisticio, que é a data do fim da Primeira Grande Guerra. Na passada 5ªF dia 11 de Novembro foram feitos 2 minutos de silêncio por todo o Reino Unido (e Commonwealth) para lembrar todos os que caíram ao serviço do seu País desde essa guerra. No meu escritório circulou um email a pedir 2 min de silêncio as 11h...pena só o ter visto pelas 11h05. Mas existem várias localidades que param completamente para se juntarem num marco relacionado com a guerra. Normalmente são localidades que têm sido especialmente afectas com baixas das guerras no Iraque e Afganistão. Também há cidadãos anónimos que param e saem dos seus carros em sinal de respeito.
Ao longo do mês de Novembro têm havido várias paradas militares com a inevitavel presença da família real que coloca flores e poppys nos vários marcos de guerra da cidade.

Fico a pensar se não seria possivel criar uma organização em Portugal que usasse o cravo para recolher donativos e que isso servisse para ajudar ex-combatentes do ultramar ou mesmo para trazer as campas daqueles que nunca voltaram.

Mas suspeito que o cidadão comum esteja mais afim de enviar 100sms pró ídolos...

sábado, 6 de novembro de 2010

CV no formato Reino Unido


Este é um post com 2 anos de atraso.

Quando estava à procura de emprego em Londres a partir de Portugal acabei por trocar emails com a empresa de recrutamento de IT Client Server. Um consultor telefonou-me e fez-me algumas perguntas sobre mim e o meu cv e também para aproveitar e avaliar o meu Inglês.
Disse que o meu CV estava num formato impróprio para o Reino Unido. Algo que me deixou surpreendido e revoltado porque ele estava no formato europeu europass. Disse-lhe isso mesmo ao que ele pouco ligou dizendo apenas que o formato é impróprio para o País. Os bifes são tipos estranhos. Eles mesmos afirmam muitas vezes "lá na europa"...quando estes estão DENTRO da europa. Também gostam de dizer "eles, os europeus" e por aí adiante. Por isso não será de estranhar que tenham o seu proprio formato de CV.

Esse mesmo consultor enviou-me um email onde dava dicas de como escrever o meu cv no formato Inglês e deixou-me depois 2 exemplos (com experiência e graduate ou acabado de sair da faculdade). Ficam aqui os exemplos com algumas violações de direitos de autor mas que espero que sirvam para ajudar a entrar nas retinas destes bichos estranhos chamados recrutadores. Não quero dizer que este seja o único formato correcto até porque é um formato para alguém da área das Tecnologias de Informação. Acredito que para alguém de artes seja algo como um portfólio, ou para letras algo completamente diferente. Mas importa dizer que depois de ter mudado para este formato comecei a receber muitos mais contactos inclusivé uma entrevista telefónica para a Microsoft.

Initially, I would strongly suggest you add a first line in to explain what the company does, which will help in explaining what your role is. Then elaborate in bullet points what you do. I look forward to receiving the finished product.

Please take a look at the attached - they are for ideas only! DO NOT JUST COPY - some bits are good, some bad - read them, see what you feel is good and what is missing. (Do you understand this person? does it make you want to keep reading??)

It would be helpful to see what you are and your best technologies in the introduction part.

Always remember that the Manager who will be looking at your details will be busy and have dozens of CV's to look through - so yours needs to attract his attention at the beginning and keep him interested as he reads.............

Show what you are from the start! Sort of like you were looking for a house - London , 3 bed semi, £250k..... blah blah

Not - new bathroom, new under stairs toilet, 17 x 12 lounge, beautiful views - oh by the way, it's in Siberia ....!

As we read left to right and top down, typically, we place more importance on things at the beginning of a list - these are considered to be of more importance/strength than something at the end. (Just keep this in mind).

Your intro at the start - think of it a bit like if you were standing up to talk to an audience introducing yourself - don't ramble on , stuff like 'good team player' should be avoided as I have never seen anyone say 'Not a good team player'

i.e.

I am a client facing, senior software engineer with 7 years commercial experience. My core skill is OO software development using C++ on Unix.

NOT

I am a really nice person who works well in a team and on my own and can do most things as well as walking my dog and talking to strangers!!! (They think - So what? what are you, why do I want to keep reading your CV?)

Overall, keep it 'Punchy' and do not be afraid to say good things that you did.

Do not try to pad out or include irrelevant details such as 'Occasionally helped office junior fill fax machine' or 'Assisted support team during sickness and holidays' - unless you want to be a support person or fax machine filler......................

Write in 'first person' - I did this, that, the other. Not 'He did this' etc (makes you sound as though you are very old or had to get someone else to write your CV for you)

Keep it simple - 11pt font for main text and 12 pt headings, use of italics for a secondary heading sometimes looks good.

Personally I think the use of the CV templates waste a lot of time and paper.

Margins - you can go out as far as about 20 mm left and right, same top and about 15 mm at the bottom.

Layout needs to make it easy to read and follow - simple, consistent formatting helps achieve this.

Education - if good, consider putting it on the front page - this is a personal choice for you, but always include years and degree grades (If you don't, people assume the worst)

Skills list should include number of years commercial experience.

Absolute max 3 pages ideally only two. (No decent manager has time to read a book) Reverse chronological order.

No date gaps - if you had a break, tell people what you did Include date of birth, Nationality, Visa status if applicable and Marital status

Jobs need to Include:

Dates from and to MM/YY - overall dates, if you have had several jobs within the same company, make sure the initial line covers the whole period, then separate below if applicable.

Company Name

Your position - this may not be your official title, but a title that accurately describes your work.

Brief overview of what the company did/does and (if applicable) what your dept did. This needs to be straightforward to understand, try to avoid market specific jargon at this stage.

Follow this with a detailed description of what you did - including technologies and how these were used. As this is the guts of your work be technical. This bit needs only to be fully understood by your potential boss...... (If he can't understand what you have written - will you want him as your boss??) I, for example, would expect to be able to glean the importance / complexity of your work - but may not fully understand the detail.

(But you never know - I may surprise you...)

If any work was consultancy project based, overview of your main projects, length, value and size of team, description of exactly what you did on the project, including main technologies used. Make sure the projects are in order of relevance/difficulty/size - don't put a simple 3 month HTML project first!

At the end 'Excellent references available' - do not include their names. Peoples details are private - I would not want my personal details banded around. (Make up a separate sheet that you can take to interviews / send if requested)

Before you finalise it, check the document language is set to English (UK) and spell check it carefully, print it out and have a look at the general layout - does it look 'nice' ?? Take that bit of extra care - silly mistakes, misspellings? smack of laziness / carelessness which in this market, could easily get you rejected.

Also consider these pieces of paper (your CV) could be worth £30 / 40 / 50 THOUSAND pounds.......... and peace of mind, doing something really interesting - think about it!




terça-feira, 2 de novembro de 2010

Have a quiet word with yourself!

Acabei de ter aqui (no facebook) uma picardia com uma amiga de um amigo... de um amigo... que nunca vi mais gorda. Onde ela acaba por dizer "Have a quiet word with yourself!". Parece um pouco obvia a tradução mas mesmo assim fica aqui a definição pelo Urban dictionary:
Have a word with yourself
When one is sent into the corner of a room, to speak quietly and coherently to oneself, with focus on remedial action on previous actions that initiated the demand from friend to go and "Have a word with yourself" (V)do the obvious

Shall we spit roast your bird tonight?
"Think you need to go and have a word with yourself"


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

54th London Film Festival


De 13 a 28 de Outubro decorre o 54º London Film Festival. Grande parte das sessões que valem a pena já estão esgotadas. Existe também uma representação Portuguesa com o filme "Mistérios de Lisboa" de Raul Ruiz. Mas a única sessão foi no sábado dia 23.



Infelizmente não vou ver nenhum mas, se pudesse, eram estas as minhas escolhas:

127 Hours de Danny Boyle. Realizador de pérolas como Trainspotting, 28 days later e Sumdog Millionaire.




Biutifil (sim é mesmo assim) de Alejandro González Iñárritu e com gigante Javier Bardem. Também realizador dos geniais Amores Perros e 21 Grams. E concluindo a triologia com o menos bom Babel.



Num tom menos sério e mais de curiosidade (que é como quem diz ia se me pagassem) temos The Taqwacores de Eyad Zahra. Trata-se de uma história que mistura islâmicos, punks e straight edgers numa grande festa. Desperta curiosidade especialmente numa altura de islamofobia.


It's Kind of a Funny Story é uma comédia de Anna Boden e Ryan Fleck.



Howl de Robert Epstein e Jeffrey Friedman. Retrata Allen Ginsberg e o seu poema Howl. Ginsberg é um dos membros da Beat Generation juntamente com Jack Kerouac autor de Pela estrada fora (brevemente nos cinemas). Estes senhores são os verdadeiros boémios dos anos 50 e 60 que fazem com que personagens como Amy Winehouse ou Pete Doherty pareçam meninos.



Para terminar fica London Calling. É uma selecção curtas metragens de autores Londrinos.
Agora que estava a tentar escolher uma acabei por tropeçar em North Atlantic de Bernardo Nascimento. Com ajuda do imdb fiquei saber que o Bernardo nasceu em Portugal e que deve ser portanto Africano. Não percebo quem escreveu a bio neste site mas acho curioso referir que nasceu em Portugal e trabalhou com Portugueses mas que não deve ser (muito provavelmente) Português.
O Bernardo foi 1st assistant director (é o primeiro a levar o café?) de realisadores como Manuel de Oliveira e José Foseca e Costa. Em filmes como o Crime do Padre Amaro e Kick Ass (pausa para espanto).

Hugo, a young air traffic controller in Azores, has only one pilot on his radar tonight. Golf Tango Tango...are you there?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

night roller skaters?!


Depois de fazer uma procura no you tube por "broadway bomber nyc 2008" (depois de ter ido ao Bicycle Film Festival) encontrei dezenas de videos não de ciclistas mas de skaters. O que me fez lembrar no que vi a 23 de Abril para os lados de Holborn:



E eu só comecei a filmar depois do impacto inicial de "xiii o que é que fazem tantos patinadores a esta hora?!?!?" Por isso perdi varios...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Bicycle Film Festival@Barbican


Aqui há uns valentes 3 meses mal vi que os Metronomy vinham ao Barbican comprei logo bilhete porque tudo o que é bom esgota com meses de antecedência.


Só que esqueci-me de um pequeno pormenor. Este concerto era no âmbito do Bicycle Film Festival de Londres (parece que isto dá a volta ao mundo e também houve em Lisboa. Confesso que fiquei muito contente quando vi isto:


Mas um pouco assustado quando vejo:


Uma cambada de tipos todos daquele groupie de ciclistas (aparentemente muito na moda). Aqueles tipos que apesar de serem fracos ciclistas (como se podia ver na passagem de ciclistas) eram-no pelo estido. Pelo gosto de ter o corpo bordado a licra e roupa florescente, rematanto com um daqueles chapéus de ciclista (daqueles à tótó).
Assustou-me porque queria ver um concerto a sério de uma banda que esperava ver desde 2003, que cancelou o concerto quando foram a Lx. E agora ir ali só para ver um DJ session pra entreter tótonicos...não era o que queria.

Depois comecei a contagiar-me pelas bicicletas que corriam os corredores a tocar campainhas como naquela música dos Queen. E rendi-me a uma sessão de curtas com banda sonora ao vivo de SBTRKT:

Este trata-se de um ciclista recordista por ter descido uma montanha qualquer enquanto tocava vários instrumentos e sem mãos no volante...



e este que começava com um ciclista sub-aquático e passava para uma corrida pela Broadway de NY (conhecida como broadway bomber nyc):


Depois de ver esta sequência de curtas, principalmente a acima onde os vários ciclistas iam quase sempre em contra mão a alta velocidade, começava a sentir aquela vontade de estoirar 800£ numa boa bike e começar a fazer o commute fintando o trânsito.

Estranho foi estar a maioria do concerto de Metronomy sentado... até que o vocalista se cansou e pediu para nos levantarmos "não fossem os nossos pais achar que aquele era um concerto decente". Fiquei a pensar que Watching Metronomy sitting on a chair is like foreplay without sex...

Uma bela surpresa tive à saída foi quando apanhei por sorte o concerto dos Gallops:



Prendeu-me a atenção os primeiros riffs e depois entrou os ritmos do Mac (de um tipo que pouco mais fazia do que clicar "play" e abanar a cabeça) e teclas que me atraem muito (tal como se vê pelos Metronomy). Mas depois era o baterista que está claramente enganado porque ele deve pensar que ia pra uma banda de metal e seguido de um baixo de sei la onde....resumindo tudo sons dos vários estilos musicais que gosto juntos numa banda. So fica a faltar uma voz.

No regresso a casa aconteceu daqueles "filmes" que só acontecem a altas horas (ok...11h). Na mesma carruagem passa um agarrado que depois de pedir trocos porque está "doentinho" é abordado por um tipo (que com a roupinha certa também o podia ser) que lhe pergunta directamente:
Olha, se estás doente porque é que não pedes incapacity benifit?
O agarrado grunhou atónito. Concerteza que não esperava que alguém alguma vez lhe dirigisse a palavra cara a cara.
O outro tipo voltou a repetir e depois de o agarrado balbuciar qualquer coisa o outro sai do metro a ralhar qualquer coisa que descobri. Centenas de vezes vi uma história semelhante no metro e Linha de Sintra. Várias vezes vi o mesmo rapaz que passava as carruagens a fazer percursão na liga que levava na mão (ele era realmente bom naquilo que até uma música dos Linda Martini tem uma amostra desse som). "Continua a acreditar que alguém tenha uma esmolinha pra me ajudar". Mas nunca vi ninguém (eu incluído) a perguntar porque raio ele precisava de estar ali.

Paragem seguinte entram 2 vultos e ficam enconstados a porta de ligação das carruagens. Achei estranho porque haviam vários ligares e olhei. O "amigo" estava de capuz vestido (dentro do metro) e tinha as mãos demasiado amarelas. Tinha uma postura estranha, parecia que estava bebado...até que reparei que a cara "dele" não tinha qualquer espressão. Quer dizer. Era plana. quer dizer que não haviam olhos ou boca ou nariz. Tratava-se de um boneco estilo crash dummy vestido com roupas normais. E la ia o outro amigo de braço dado com este boneco como se nada fosse. Comecei a olhar à volta não fosse isto uma curta, ou um apanhado e nada. E o tipo continuava sério. A certa altura pegou na cabeça do "amigo" boneco e fez com que ele ficasse de cabeça baixa assim como quando estamos a passar pelas brasas.
Paragens seguinte e entram duas tipas bem bebidas. Tropeçam nos outros dois amigos e acabam por pedir desculpa ao boneco e so passado um pouco perceberam que havia ali qualquer coisa que não batia certo. Depois passaram a viagem a rir-se e a brincar com os dedos do boneco. Forçando-o a fazer "Y" e ".!." com os dedos. Ou mesmo os Y e .!. ao mesmo tempo enquando tiravam inúmeras fotos. As gargalhadas eram constantes naquela carruagem. O rapaz acabou por explicar que o "amigo" era um trabalho. Que fazia parte de uma peça de teatro onde "o" usavam para vários truques na peça. Colocá-lo no topo de uma escada e fazê-lo cair a meio da peça. Ou sentá-lo num lugar da plateia durante meia peça para depois ser substituído por um actor de carne e osso com a mesma roupa que dá um salto no meio da peça. Achei a ideia muito boa mas familiar. Julgo que já houve uma peça em Lisboa com este mesmo truque.
Acabei por não saber o nome da peça para minha infelicidade.

São dias como este que me fazem gostar de Londres.

Fica aqui mais Metronomy:






sábado, 16 de outubro de 2010

Nero@Balham



Algo que não é facil de encontrar em Lisboa é um café com boa música. Não há muitos que tenham mas quando assim o é ou é musica de merda, ou é alta, ou as duas.
Um sitio com muito boa música é o Vertigo. No Porto temos uma casa de chá espectacular chamada Rota do Chá.
Fui a um café da cadeia Nero em Balham e fez-me lembrar isso. Os clientes estão todos a ler jornais ou no laptop e por isso o ar fica limpo para a musica se mostrar.
Um local para voltar.

Listen!

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