Ever tried. Ever failed. No matter. Try again. Fail again. Fail better. Samuel Beckett

segunda-feira, 7 de maio de 2012

May the First

Nem me apercebi que dia era. Só quando comecei a ouvir os megafones nas ruas abaixo é que me apercebi que era 1 de Maio. Dia internacional do Trabalhador.

É curioso como na maioria dos Países europeus se comemora (e em 80 mundialmente) o dia do trabalhador a... não trabalhar. Se me permitem o paralelo. É como se os teatros fechassem portas a 27 de Março, os violinos desafinassem no primeiro de Outubro ou os poetas se calassem a 22 de Março *.
Dito assim. Dá que pensar que quem defende o direito ao trabalho faz de tudo para, neste dia, não o fazer.

Ora se nas ruas de Londres isto era o que se passava(*2):



Nas ruas de Lisboa era mais assim:


Claro que o 1º de Maio não foi apenas isto (julgo que as manifestações foram bem maiores do que em Londres...também porque aqui não é bank holiday. que é como quem diz feriado) mas esta foi a grande imagem e notícia do dia. Os mais ingénuos poderão dizer que é da crise. Que as pessoas aproveitaram para colmatar as necessidades mais básicas...as primeiras prateleiras a serem limpas eram as de bebidas alcoolicas...não as de farinha ou arroz.
Julgo que se tivessem feito isto em Londres ia acontecer o mesmo (e possivelmente pior) mas mostra perfeitamente o povo que somos hoje. Eu mudei um pouco a ideia que tinha do Portugal de hoje. No meu primeiro ano cá, achava que eramos fantásticos mas com muito azar. Ou um mundial talento por descobrir. Depois de  estar em várias cidades Europeias e encontrar portugueses nas mais variadas ocasiões (especialmente voos) vejo sempre a mesma atitude, o mesmo chico espertismo. Aquilo que acredito que somos hoje enquanto povo e que estas fotos representam muito bem...bimbos. É que já nem somos os Labregos do passado.
Apesar de mal afamada. A palavra Labrego quer também dizer aldeão ou alguém que trabalha com a terra. E isso não tem nada de mal. Pelo menos, nesses tempos longínquos, eramos conhecidos como um povo trabalhador (tao como aquele que se defende no 1º de Maio).
Fosse eu primeiro ministro e ia contabilizar a amostra de gente que foi às compras ao pingo doce VS a amostra que foi para a avenida da Liberdade. Conhecidos os resultados concluiria que a maioria dos Portugueses elegem a cerveja a saldo ao invés do direito ao trabalho. E como tal retirava-se o feriado. Caía o Carmo e a Trindade.

Para os que se manifestaram nas ruas (ou em alguma escola por ocupar) era bom pedir provas de direito de voto exercido nos últimos 10 anos. Porque ir gritar prás ruas porque "EU" perdi o emprego é lutar por mais nenhuma causa que não o Egoismo (e não ter gritado quando a "TUA" cunha colocava o outro na rua). Pedir uma revolução porque o "MEU" poder de compra não é como o de um Alemão é travestir causas nobres por proveito unicamente pessoal.
Para aqueles que não votaram algumas vezes porque foram à praia (ou por estar a chover) ou porque "são sempre os mesmos" (apesar de não saberem de cor os nomes dos "mesmos") era dar a mesma liberdade à polícia que a antiga esquadra da GNR do Cacém dava a quem lá aparecia. Liberdade de escolher levar com a lista telefónica ou uma máquina zero. Ocasionalmente os dois.

É normal, por alguns dias, existirem alguns produtos nos vários supermercados de cá a metade do preço. O que vou mais frequentemente (O Sainsbury's) costuma ter vários vinhos a metade do preço uns dias para os aumentar nos meses seguintes (um vinho bebível custa no mínimo 5£. Estes que têm 50% desconto normalmente custariam 10/12£). Mas os mesmos descontos (ou preços) não existem em todas as lojas da mesma cadeia. Meio Km ao lado e já pode ser tudo diferente. Eu nunca tinha pensado bem na legalidade disto até a ASAE começar a investigar esta promoção do Pingo Doce.
Quero com isto dizer que existe algo muito bom que temos e que deveria de ser um exemplo em termos mundiais (a ASAE) mas que ao mesmo tempo nos corta as pernas em competitividade.

Foi também curioso ouvir a jornalista da rtp referir que em Londres não era feriado mas que tal era ao contrário dos restantes países europeus. Como quem legitima termos mais um feriado que ninguém reconhece significado.

*[para dar mais brilho a este post. Isto é como as mulheres francesas hoje prescindirem de ir votar e irem para casa passar as camisas do marido. Ou os pretos em Africa do Sul irem voluntariamente para os ultimos lugares do autocarro em protesto contra a memória do Apartheid]
*2 - Se repararem na segunda foto (sensivelmente a meio) consegue-se ver uma mancha de gente vestida de preto. Não dá para entender bem na foto mas são na maioria jovens de hoodie. Ora não é que tenha nada contra isso (eu próprio me visto assim) mas certamente que gente que esconde a cabeça com um capuz e tapa a cara com um cachecol ou está a rapar muito frio (estavam uns 14' C) ou a preparar um festim vandalista. Consegue-se ver que a maioria dos polícias de colete amarelo começam a cercá-los e estão praticamente todos com as caras na direção destes amantes do proletariado (no sentido de amante mesmo. Aquela que se faz tua amiga, te fode e depois te deixa com os cacos).
Lá de cima vi uma rapariga bem jovem de cara tapada pelo cachecol a mexer na mochila de um segundo. Tinha um ar tão frágil que seria certamente notícia nos noticiários da noite como uma vítima inocente das cargas políciais (que não aconteceram).

sábado, 28 de abril de 2012

Deolinda @ Union Chapel - A Pregar a boa nova música Portuguesa em Londres

Foi por um feliz acaso que me vi ali na Union Chapel em Islington. Se não tivesse ido ao Bea's nunca teria visto o poster a anunciar mais um concerto de Deolinda em Londres.
Acabei também por convidar um colega Brasileiro que em tempos me tinha dito que adorava fado.

Apesar de não estar cheio, o espaço mágico que é a Union Chapel estava bem composto de sotaques. Francês, Inglês e obviamente Português também na sua variante do Brasil.

Foi um concerto diferente daquele que vi no Jazz Café o ano passado. Talvez por estarmos numa igreja, ou simplesmente por haver mais não falantes, não se ouviu muito o público a cantar. O que nem é mau (afinal de contas estou ali para ouvir a voz da Ana Bacalhau. Se fosse para ouvir o público não pagava bilhete). Mas ficou a faltar mais momentos de comunhão com o público e apenas e só por culpa deste.

O som estava limpo. As silabas estavam lá por inteiro. E isso mostra que a Ana sabe pronunciar as palavras e que o técnico de som não estava a dormir.

Mais do que talento, os Deolinda, mostraram trabalho. E isso é raro nos dias que correm. Conheciam o público e o espaço onde iam tocar e adaptaram-se. Um exemplo disso é o grande momento em que Ana sobe ao púlpito para nos pregar
"e se, por acaso,
alguém te prender,
não cantes mais o fadinho,
não me queiras ver sofrer."


O público paga duas ovações de pé e os Deolinda respondem com música. Se todos os negócios fossem assim tão simples.

Ao sair vejo caído um flyer a anunciar o novo álbum de Teresa Salgueiro. Um sinal de outros tempos. De que não estamos assim tão longe dos Madredeus e que temos aqui, nos Deolinda, os novos representantes internacionais da boa música cantada em Português. Long live the amazing Deolinda.


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Meditation "Flash Mob"

A timeout classificou-a como Flash Mob mas achei mais um encontro de desconhecidos para meditar. [Para mim uma flash mob tem de ser algo que acontece no meio de outro ambiente. Para ser uma flash mob de meditação teria de ser tipo subitamente, várias pessoas (pré-combinadas), começavam a meditar no comboio...incluindo o maquinista. Ia ser giro.]

Foi  uma sorte ter espreitado a Timeout de Londres hoje. Fiquei a saber que ia decorrer um encontro para meditação no anfiteatro The Scoop perto da Tower Bridge (já agora no mesmo local vão decorrer uma série de peças de teatro ao ar livre nos próximos meses e de borla). Fui lá espreitar.



Depois de ter tido um Brown Bag no escritório sobre meditação fiquei a pensar que precisava mais de controlar a minha cabeça. Nesse brown bag meditámos durante uns 10 minutos (ou será 20?) e senti-me mesmo diferente depois. Prometi que ia fazê-lo durante o próximo mês e ver os resultado. Passaram 2 meses e nada. Nem uns míseros 10minutos/dia consigo reservar para, basicamente, não pensar em nada. Então achei que era uma boa oportunidade de cumprir com o prometido e fazer parte da "flash mob".

Cheguei em cima da hora marcada (18h) e ainda estavam a montar o bongo. Como vi a malta toda sentada de forma estranha assumi que a cena já tinha começado. E tentei-me lembrar dos ensinamentos do brown bag (encontrar posição em que me sinta relaxado mas que não adormeça - encontrar pontos de tenção e tentar descontrair - cruzar as mãos para, caso adormeça, as mãos roçam e eu acordo...)... "BONG...BONNNNNGGGGGG....BOOOOOOONNNNNNNGGGGG". A merda do bongo nunca mais se calava. Eu já estava a entrar na minha zona e o bongo acordou-me. Quando olhei à volta já muita gente estava sentada (não reparei, isso é bom sinal) e começo a reparar na quantidade de malta que se senta cruzando as pernas. Não percebo. Se o objectivo é não sentires tensão no teu corpo, porque raio vais-te colocar na posição mais desconfortável? Um outro tipo ainda fazia pior. Fazia uns movimentos com os braços (enquanto tinha os olhos fechados)  como se tivesse a fazer Tai Chi. Para fazer aquilo tinha de estar a pensar. Ao pensar, meditação já era.

Tento voltar à minha mas torna-se complicado com uns tipos a pregar, turistas aos berros, clicks de maquinas fotográficas, barcos no rio...acho que era esse o desafio. Meditar num local barulhento. Passados 15 minutos desisti porque já estava a perder o desequilíbrio com sono. Saí todo relaxado.

Ao tentar chegar de novo a estação de London Bridge tento contornar os turistas mas fico barrado por uma data de putos de liceu franceses. Ninguém me liga apesar de pedir licença e acabo por ir dando uns encontrões para ultrapassar a manada. Por já estar a tremer com fome tento virar no sentido de um quiosque para comprar qualquer coisa um levo um encontrão de um engravatado que fica para a olhar para mim. Não trocamos palavras só olhares frios.
Ao dar a segunda dentada no snickers levo um encontrão de uma balofa e dou uma dentada na lingua. Aquele sabor adocicado anuncia que já me cortei novamente.

Vou fintando as filas de gente e grupos que decidem parar à entrada por nenhuma razão aparente e como estou sem pachorra para ir enlatado no metro (especialmente naquela estação) decido ir para o comboio. Mais umas filas mais umas escadas rolantes e o comboio só vem daqui a 20minutos....for fuck sake...decido que não estou para esperar e volto a descer para a linha de metro. Para entrar a rasca e ir enlatado os 30minutos seguintes até ao destino Balham.

Ao chegar a casa ligo a xbox e carrego o COD Black Ops.
Preciso de dar um tiro em alguém.








quinta-feira, 26 de abril de 2012

32th London Marathon - the last mile

Desde 1981 que decorre anualmente a maratona de Londres. No mesmo ano nascera Claire Squires.



30 anos mais tarde e inspirada pelo trabalho da sua Mãe (que trabalhou 24 anos voluntariamente) na instituição de caridade "The Samaritans" ela inscreve-se na maratona para angariar £400.

A 1 milha do final das 26.2 milhas (42km) o seu corpo desiste e colapsa. Na altura que Claire perdeu a vida tinha atingido o seu objectivo. [Para quem pense (como eu pensei) que ela não estaria em forma para tal prova, anos antes ela tinha escalado o Kilamanjaro para angariar fundos para a RAF.]

A história correu linhas de jornais e paginas de web e sensibilizou os Britânicos a ajudar a sua causa.
A página Just Giving (onde se processam os donativos) recebeu a maior quantidade de donativos em 24h de sempre. No momento que escrevo a sua página angariou £722 573 em 63 184 donativos. Sempre que faço refresh à página o número aumenta.

Numa ironia terrível. A instituição que apoiava está agora a prestar os seus serviços de apoio emocional à sua família.

Foi a 11ª fatalidade na maratona de Londres. 7 das tais de doença cardiorespiratória, 2 de hemorragia cerebral e uma depois de "ingerir demasiada água".

É tão estranho como doentes de cancro conseguem correr várias maratonas e uma jovem saudável pode assim perder a vida.

Por isso se ficaram sensibilizados ou inspirados com esta história vão à página dela e apoiem a causa nem que seja o valor de uma pint:
http://www.justgiving.com/Claire-Squires2

Nela pode ler-se:
"I'm running the london marathon for Samaritans because they continuously support others"

quarta-feira, 25 de abril de 2012

One pound fish Man

À saída da estação de Holborn (ou no mercado de Dalston...[e provavelmente em muito outro lugar]) ouve-se "One pouunnnnnndddd a bowwwwlle". Que é como quem diz 1£ por cada peça de fruta dentro das taças que expõem.

O que nunca tinha ouvido era 1£ a fish...

Apesar de já existirem vídeos no youtube há 4 semanas sobre este senhor:

Só hoje é que vi. E nos minutos seguintes começou a explodir no facebook:

Parece que ele canta num mercado em Upton Park (a casa do West Ham) em East London.

Pela forma e entusiasmo como canta o seu pregão eu era capaz de ir lá e comprar 20£...e recusar o peixe. A 1 libra não é de se fiar.
Parece ter-se tornado uma celebridade local onde várias pessoas lhe pedem para cantar e tirar fotos.
Agora um pouco a sério. Já não é a primeira vez que a internet descobre um talento na rua. Acho que poderá estar muito perto para este senhor o seu momento Susan Boyle.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Deolinda @ Union Chapel

Já há muito que não ia ao Bea's of Bloomsbury para ir comprar um dos melhores cafés que consegui encontrar em Londres (muito por culpa de agora termos no escritório máquina de café ranhosa mas ao melhor preço (zero)). Se bem que são mais conhecidos pelos cupcakes e bolos de chorar, também servem almoços e era isso que ia à procura. O que não estava à espera de encontrar era isto:


Eles nem costumam ter assim muitos cartazes. Normalmente de concertos indie/jazz ou festivais de cinema menos comerciais. E adorei o destaque que Deolinda tinha ali bem no meio. Assim entre quem espera na fila e tenta resistir olhar para os cupcakes.

Mesmo para quem não adora Deolinda o Union Chapel em Islington é um lugar lindo para ver um concerto e só por isso vale a pena. Fui ver umas apresentações do 5x15 (uma espécie de TED que fica para outro post) e adorei o espaço. É, como o próprio nome indica, uma capela onda se pode dar concertos (não apenas de música erudita). Nunca percebi porque a Igreja Portuguesa impossibilita isto quando tudo aquilo deveria de ser uma festa.


É também o local onde cheguei no meu primeiro dia a Londres (como Londrino wannabe). Onde me vi quase sem saldo no telemóvel, sem metro ou comboio (únicos caminhos que conhecia até casa do sitio onde ia couchsurfar). A tentar passar despercebido com a minha mala de 24Kg e mochilas de portatil / maquina fotográfica. É um local da noite e também por isso (a meu ver) pouco seguro. Mais parecido com o vizinho Dalston do que o mais seguro Angel. (claro que isto também depende da opinião de cada um).
Será, portanto, um bom lugar para nostalgias.

Quando:27 de Abril 19h
Onde:Union Chapel, Compton Avenue, London N1 2XD Islington (VictoriaLine)
Quanto:17.50£+1.8£admin fee

Os que vivem mais a Norte também podem vê-los no dia 1 de Maio em Manchester.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

The 158th Boat Race


Anualmente decorre no rio Tamisa em Londres a "the Boat Race". É uma corrida de 6.8Km de Putney a Mortlake (em West London) entre os clubes de remo das Universidades de Oxford e Cambridge. É uma desculpa (como se os Londrinos precisassem disso) para irem todos bem ao início da tarde para os pubs junto ao rio beber uns canecos. Lembro-me que a primeira vez que vim a Londres também calhou nesta altura (fim-de-semana de Páscoa) e que também acabei em pubs que tinham decoração alusiva à corrida mas onde ninguém estava interessado na corrida (até numa das salas estava a decorrer uma festa de boas vindas de soldados do Iraque).
Mesmo tendo vontade de ver (nem que seja uma vez) nunca me consegui convencer para ficar umas horas a espera de 5 segundos de corrida.

Mas este ano foi diferente. No passado 7 de Abril fez-se história em vez de tradição. Pela primeira vez em 157 confrontos (desde 1829) a corrida foi interrompida. Soo o alarme de alguém a nadar nas águas, mesmo a tempo de evitarem um acidente. À velocidade que eles vão e com a quantidade de barcos que os perseguem não acredito que ele saísse ileso.
Quando vi as imagens na bbcnews (ainda antes de confirmarem o que se tinha passado) pensei "como é possível alguém não reparar que vai haver uma corrida naquele local e naquele dia?" (notícias por todo o lado) e "com tanto sítio para nadar, porque raio foi nadar no rio mais poluído!?". Nunca me passou pela cabeça que ele fosse de facto estar a protestar contra...wait for it... "O Elitismo".


O senhor que podem ver acima é Trenton Oldfield, 35 anos e activista nas horas vagas. No seu blog pode ler-se que "o elitismo leva à tirania" e é contra o elitismo que luta. Não tive paciência para ler o artigo todo mas nele ele incita a "civil disobedience" com "little war /guerrilla tactics" entre as quais:
. Setting off Fire Alarms in buildings where we work, perhaps at strategic times, when a particular meeting is meant to happen that will agree the cutting of services, for example?
·         If you are a taxi driver can you take the passenger the slowest possible and most expensive route?
·         If you are a plumber can you ‘store up’ a problem in the office of a conservative think tank office you have been called to?
·         If you have a tow truck company can you park in front of Nick Clegg or David Cameron’s driveway, accidentally? Could you tow their car away?
·         If you clean the bathroom of someone that considers themselves elite or is an elite sympathiser, like a right wing professor, can you never put loo paper in their bathroom?
·         If you work in a restaurant where elitists eat, can you serve the food once it is cold or cook the wrong food?

Eu tenho de me beliscar enquanto leio isto, para ter a certeza que não estou a imaginar. Mas este gajo não andou a ver o Fight Club a mais? É que muitos dos exemplos são muito parecidos.
Um pouco de google e encontramos a sua conta de LinkedIn. Espera lá...mas ele tirou um Mestrado na London School of Economics? Uma das mais prestigiadas e elitistas universidades do mundo?! Tendo na sua conta pessoal 18 prémios Nobel (entre os quais o famoso Paul Krugman) e 34 líderes mundiais...entre os quais Saif al-Islam Gaddafi (o filho de Kadafi)?

Ora isto não é o mesmo que um tipo ser monarca e gritar "morte ao rei!"? Acredito que "it takes one to know one" mas não será um pouco falso e estúpido invalidarmos o esforço de uns quantos remadores (elitistas pois) quando representamos uma instituição que deu refúgio a ditadores e formou uns quantos senhores muito responsáveis pela crise económica actual (e as que hão de vir)?

Depois do ocorrido a corrida recomeçou mas não desprovida de percalços. Os barcos choraram deixando Oxford com menos um remo. A corrida prosseguiu e Cambridge ganhou com mérito mas sem glória.
Um dos remadores de Oxford desmaiou e teve de ser socorrido logo após a meta, devido a esforço extremo e desidratação. 158 corridas passadas e Cambridge soma 81 contra 76 de Oxford.
 

Fica o aviso para o que poderá vir nos Jogos Olímpicos deste ano.

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